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Gatvol Capetonian: governo preto da África do Sul é racista e quer expulsar os mestiços de Cabo Ocidental

Da esquerda para a direita: Oscar Lyons, Ebrahim Davids e Fadiel Adams, líderes do Gatvol Capetonian.

O Gatvol Capetonian é uma associação de Coloureds, como são denominados os mestiços na África do Sul, que vem recebendo grande atenção da mídia local. Atendendo solicitação do site do Nação Mestiça, Oscar Lyons, contato de mídia e um dos líderes do Gatvol Capetonian, enviou um texto sobre a origem do movimento, a visão deste acerca do problema racial naquele país e as propostas da associação, cuja tradução apresentamos abaixo.

“Nosso movimento foi lançado em 30 de abril de 2018. Somos uma organização sem fins lucrativos registrada [Número de registro 210-014] que busca aumentar a conscientização sobre as questões e as dificuldades enfrentadas pelas Comunidades Coloured e Khoisan dispersas pela África do Sul.

“Há aproximadamente 1500 anos atrás, o povo banto [povo preto] chegou à atual África do Sul. Quando chegaram aqui, encontraram as diferentes tribos dos Khoi e San [povo marrom], como os habitantes originais da “África do Sul”. Eventuais confrontos entre esses dois grupos distintos resultaram em pessoas Khoi e San sendo empurradas cada vez mais para o Oeste, para as áreas hoje conhecidas como províncias do Cabo Ocidental e do Norte.

“Os povos bantos [pretos] compõem a grande maioria dos cidadãos na África do Sul [quase 80%], com a porcentagem restante dividida entre Coloureds, brancos e asiáticos [indianos]. Com as primeiras eleições livres realizadas em 1994, o governo [predominantemente] preto do ANC assumiu o poder político do anterior governo branco do Partido Nacional do Apartheid.

“Com as primeiras eleições democraticamente realizadas em 1994, o governo preto do ANC obteve vitórias esmagadoras em todas as províncias, EXCETO Cabo Ocidental, onde os Coloureds são o grupo étnico majoritário [ver captura de tela abaixo]

“Em vez disso, os Coloureds optavam por preferir votar no antigo partido político branco, do apartheid [Partido Nacionalista], tão “chocante” quanto isso possa parecer. O governo preto do ANC via isso como uma “traição” pela comunidade Marrom [Coloured] que vive na província de Western Cape, já que os Marrons preferiam tomar partido de “brancos racistas” ao invés de apoiar os pretos que sofriam sob o regime do Apartheid.

“Este último, ainda era um reflexo da profunda desconfiança que a comunidade Marrom [Coloured] tinha em relação à comunidade preta, uma vez que somos os descendentes dos povos Khoisan, cujos ancestrais foram assassinados e expulsos pelos povos bantos [pretos], séculos antes.

“Como resultado disso, o governo do ANC colocou seus planos em prática, para criar um sistema de “Genocídio Econômico” contra a comunidade Coloured de Cabo Ocidental em particular, para “puni-la” por escolher ficar do lado dos brancos. Isto viu a introdução de políticas racistas que estão sendo projetadas e implementadas como Ação Afirmativa [AA], Equidade Laboral [EE] e Empoderamento Econômico Preto [BEE].

“Essencialmente, estas políticas concebidas e implementadas pelo governo [predominantemente] racista e preto do CNA, destinam-se a dar PRIMEIRA PREFERÊNCIA aos pretos, INDEPENDENTEMENTE se estiverem “devidamente qualificados” ou não, para oportunidades relacionadas com…

  • Alojamento grátis/de baixo custo
  • Entrada em escolas/universidades de prestígio
  • Times esportivos
  • Bolsas
  • Emprego

“Atualmente, os pretos recebem a PRIMEIRA PREFERÊNCIA em todas as áreas acima, ACIMA dos Coloureds em Cabo Ocidental, para que os pretos possam migrar da província vizinha do Cabo Oriental, para o Cabo Ocidental, com o único propósito de votar no governo do ANC, uma vez que eles estão instalados aqui em nossa província!

“É MUITO IMPORTANTE saber e compreender que o governo [predominantemente] preto do ANC, NUNCA foi capaz de ganhar um “assento” no nível do governo local, em uma comunidade Coloured, já que os Coloureds MAJORITARIAMENTE rejeitam, odeiam e desprezam esse governo preto do ANC racista, corrupto e que serve a si mesmo, que está SÓ interessado no bem bom e bem-estar do povo DELES, mesmo que seja apenas para obter “votos” a cada poucos anos.

“Outra razão pela qual nosso Movimento teve que ser criado, foi porque, como descendentes do povo Khoisan e dos povos NATIVOS das províncias do Cabo Ocidental e do Norte, nós temos o DIREITO de reivindicar nossa terra, sob a provisão de “Status da Primeira Nação”. – RESOLUÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS C169.

“O governo preto do ANC ignorou totalmente esta resolução emitida pela ONU e, portanto, está buscando aumentar a presença de pretos de outras províncias, aqui em Cabo Ocidental [especificamente na Cidade do Cabo], criando um colapso econômico as vizinha Província do Cabo Oriental, forçando seus habitantes pretos locais a fazerem as malas e partirem e se mudarem para o Cabo Ocidental, onde lhes foi prometido STATUS PRIMÁRIO em todas as esferas da sociedade, como plano para deslocar e remover os Coloureds desta província.

“Atualmente, o G@tvol Capetonian prescreve dois pilares.

1. Pró-Minoria = Branca, Asiática, Coloured e Khoisan

2. Pro Independência = Procuramos fazer de Cabo Ocidental um Estado INDEPENDENTE da África do Sul, através do processo político [votando em uma eleição nacional e depois pedindo um referendo sobre a Independência] em 2019.”

O endereço do site oficial da associação é www.gatvolcapetonian.org onde atualizam informações sobre suas atividades.

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