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“Stop Soros!” Hungria aprovou lei que torna crime colaborar com imigrante ilegal

“Não deixe Soros rir por último”, afirma o outdoor da campanha do governo húngaro contra o magnata neoliberal George Soros, cuja rede de ONGs de esquerda promove imigração estrangeira e o fim das identidades e soberanias nacionais.

O Parlamento da Hungria aprovou um pacote legislativo que torna crime acumpliciar-se com quem entre no país ilegalmente.

Limitar a ação de organizações não-governamentais imigrantistas é o objetivo destas leis – em particular, as financiadas pelo milionário George Soros, norte-americano naturalizado de origem húngara, que recentemente anunciaram que saíam deste país.

Ao abrigo da nova legislação, oficialmente designada STOP Soros, aprovada com a maioria de que dispõe o Fidesz, o partido do governo liderado por Viktor Orbán, indivíduos ou grupos que ajudem imigrantes ilegais podem ser condenados a penas de prisão.

“O povo húngaro tem a expectativa de que o Governo use todos os meios necessários para combater a imigração ilegal e as atividades que a promovem”, diz o ministro do Interior, Sandor Pinter, numa justificação adicionada à legislação, citada pela Reuters. “Queremos usar estas leis para impedir que a Hungria se torne um país de imigrantes”, acrescenta.

Estas leis foram condenadas por grupos comunistas e neoliberais de ONGs, do Parlamento Europeu e das Nações Unidas. O Conselho da Europeia tinha também pedido que a Hungria esperasse que a Comissão de Veneza, o seu painel de especialistas sobre lei constitucional e direitos humanos, se pronunciasse sobre estas alterações – a declaração é esperada sexta-feira.

Mas o Governo de Viktor Orbán, anti-imigrantista e firme contra imigração criminosa, não se intimidou e conseguia a aprovação de uma emenda constitucional que afirma que “uma população estrangeira não pode fixar-se na Hungria” – o que é visto como um ataque ao malogrado plano da Comissão Europeia de distribuir alguns dos muitos milhares de imigrantes que chegaram à Europa em 2015 pelos Estados-membros segundo um sistema de quotas.

A Hungria chegou a promover um referendo sobre o sistema de quotas de distribuição de refugiados na UE em 2016; 95% dos que votaram manifestaram-se contra receber migrantes.

A grande maioria dos imigrantes ilegais procura países europeus mais ricos, como a Alemanha. A política de Orbán tem sido vista como uma defesa da cultura cristã diante de atos de violência e terrorismo de imigrantes muçulmanos em diversos países europeus.

As estatísticas oficiais mostram que em abril havia apenas 3555 imigrantes vivendo na Hungria, um país de dez milhões de habitantes, diz a Reuters. Nos primeiros quatro meses deste ano, só 342 pessoas se tinham registado como requerentes de asilo na Hungria, a maioria dos quais originários do Oriente Médio Oriente. Destes, 279 receberam resposta positiva.

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