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Fraude? Inconsistência põe “memorando da CIA” sobre Geisel no paredão

Presidente Ernesto Geisel.

Memorando denomina centro de inteligência do Exército por nome que não adotava na época de Geisel.

Memorando da Agência Central de Inteligência (CIA), dos EUA, que afirma que o presidente Ernesto Geisel teria autorizado eliminar lideranças terroristas, já levantava suspeitas quanto ao estilo do inglês. Subscrevendo o documento aparece W. E. Colby, ou seja, William Egan Colby, então diretor da CIA.

A desconfiança sobre o documento, com data 11 de abril de 1974, publicado no site do governo dos EUA, aumentou em muito depois que foi observada uma inconsistência no relato de que o então presidente, que governou o Brasil de 1974 a 1979,  reunira-se com dois generais do, segundo afirma, Centro de Inteligência do Exército (CIE).

Ocorre que à época o órgão era denominado Centro de Informações do Exército. Seu nome só foi mudado para Centro de Inteligência do Exército, em 23 de dezembro de 1992, pelo então presidente em exercício Itamar Franco, seis dias antes da renúncia do presidente titular, Collor de Mello. O Diário Oficial da União com o decreto  que muda o nome do órgão está disponível no site da Imprensa Nacional.

Um equívoco de um agente 86 que coincidiu com o nome que o órgão viria a ter? Colby faleceu em 27 de abril de 1996, época em que Bill Clinton, do Partido Democrata, governava os EUA e Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, governava o Brasil.

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