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Por que é importante destacar que comunista branco é branco – Leão Alves

Luciana Genro.

Brancos comunistas conseguiram firmar um preconceito, inclusive na direita, de que seriam imunes ao racismo por serem comunistas e que racismo seria próprio de branco de direita e conservador. Isto lhes permitiu aparentar não serem parte interessada e implantar leis contra mestiçagem na América Latina com o objetivo não declarado de “proteger” a raça branca contra miscigenação.

A maioria dos mestiços também não percebeu isto, o que se deve em parte à formação histórica do mestiço, que vem exatamente da cultura de não destacar raça, da ainda escassa prática de se organizar e se defender como segmento, da educação predominantemente ditada por ou na visão de brancos de direita e de esquerda.

A idéia enganosa e que prevalece é a de que um comunista branco em momento algum agiria intencionalmente visando ao interesse dos brancos enquanto segmento.

Com o escudo desse preconceito, brancos comunistas, outros esquerdistas e neoliberais com o apoio de seus representantes na ONU e em outras agências internacionais implantaram no Brasil e em outros países da América Latina leis e políticas contra mistura de raças.

No Brasil, onde a direita branca, em regra, incentivou a mestiçagem desde o período colonial, causa alguma estranheza e incômodo a muitas pessoas destacar a raça; a questão costuma ser colocada no canto com um “todo mundo é mestiço”. Com esta postura deixaram os brancos comunistas e seus companheiros fazerem isto contra os mestiços e contra os brancos de direita também.

O mestiço deve entender que o principal responsável por esta política racista institucionalizada no país foram brancos comunistas e neoliberais.

Observe-se que nenhuma política dos brancos comunistas apagou oficialmente os brancos. Para os pardos, porém, os brancos comunistas defendem que sejam classificados como negros. Até inventaram cotas raciais para negros como moeda de troca.

Brancos comunistas não reconhecem o direito originário do Povo Mestiço à terra e promovem sua limpeza étnica dos bantustões que criam para índios, quase sempre, senão sempre, miscigenados classificados como índios, muitos deles por temor das limpezas étnicas com o aval dos brancos comunistas da FUNAI, do Ministério Público, da “grande mídia”.

Para garantir que a população branca do país não desapareça pela mestiçagem, especialmente agora em que os brancos voltaram a ser minoria no censo, os brancos comunistas criaram a Lei da Imigração.

Destacar a raça do comunista é desagradável, mas é necessário. A esquerda conseguiu aprovar estas legislações de cotas raciais, bantustões indigenistas, imigrantismo, etc., amedrontando os opositores com a ameaça de pichá-los como racistas. Quando se destaca que toda esta legislação vai contra mestiçagem e que os brancos comunistas estão defendendo a raça branca contra mistura racial, o papel se inverte. E isto não é simples propaganda: salvo raras exceções, os antropólogos, os líderes de partidos de esquerda, os líderes da esquerda católica, os líderes do MP, enfim, os que defendem e promovem esta legislação são brancos de esquerda.

O objetivo dos comunistas e neoliberais é minar a nacionalidade a fim de eliminar a soberania. Para isto precisam de propaganda – inclusive travestida de produção acadêmica – contra mestiçagem. Destacar que os seus líderes são brancos e que esta política vai contra mestiçagem causa um problema político e moral contra eles.

A direita deveria estar se dedicando a marcar a esquerda como racista na opinião pública no mínimo com o mesmo ânimo com que a esquerda se dedica, p. ex., a rotular o deputado federal Jair Bolsonaro como se fosse. E não haveria mentira nisto, o material fornecido por brancos comunistas que comprovam seu próprio racismo é abundante, grande parte dele público e secular. Vai de Marx aos dias atuais.

É preciso lembrar o branco comunista que ele não é neutro, que ao criar uma lei que dificulta mestiçagem ou impõe identidade negra a mestiços ele está indo contra miscigenação tanto quanto um nazista.

Mais importante, porém, do que dizer isto a um comunista, que pouco se importa com coerência, é dizer isto a outros mestiços, aos nacionalistas e a outros compatriotas anticomunistas. Um ato é racista se o seu objetivo é racista, da mesma forma que um ato é comunista se o seu objetivo é comunista, mesmo que aquele que o realiza não tenha consciência disso – na verdade, a absoluta maioria das pessoas não saberia explicar ou justificar idéias com as quais se identifica ou a que serve. 

O Comunismo faz algo que em termos de propaganda de guerra é perfeito: ele busca apresentar o adversário como completamente errado e imoral, digno de todo castigo. Para enfrentar o Comunismo é preciso mostrar que ele é que é imoral, essencialmente mau, inclusive racista. E nisto não há mentira alguma. 

É preciso lembrar, p. ex., que a ex-candidata do PSOL à Presidência, Luciana Genro, quando afirma que “o capitalismo é um grande sucesso para um punhado de milionários, e é esse interesse que vamos contrariar para garantir a demarcação das terras indígenas” não está defendendo os índios – nossos ancestrais incentivavam mestiçagem -, mas sim é uma branca comunista combatendo mistura racial e mestiçagem e defendendo limpeza étnica contra mestiços, da mesma forma que o pai branco comunista dela, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, do PT, fez em Raposa e Serra do Sol.

Combate à mistura racial e à mestiçagem e institucionalização de limpeza étnica na criação dos bantustões indigenistas foram blindadas da tipificação oficial como racismo na própria Constituição Federal por políticos constituintes como o branco petista Florestan Fernandes sob belos discursos que falam em “defesa da diversidade” e “reparação histórica”.

O comunismo foi inventado por brancos racistas e brancos têm destacada participação na liderança do movimento na América Latina.

Enfim, no Estado de direitos por raça que eles criaram ou nós mestiços observamos que a cor de um comunista branco não é só um detalhe na paisagem ou o Comunismo, e seus amigos, continuarão a nos apagar da paisagem.

Leão Alves é ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

Posted in Artigos, Leão Alves, Português.


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