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Um encontro entre muçulmanos pretos e nazistas nos EUA

Ao centro, o líder do Partido Nazista Americano, George Lincoln Rockwell. Acompanhado de 10 membros do partido, compareceu como convidado, em 1961, em Washington, a um grande encontro da organização islâmica preta Nação do Islã, onde assistiu a um discurso de Malcolm X.

A afirmação “Miscigenação também é genocídio” escrita numa faixa amarela carregada por ativistas de movimentos negros de esquerda no Brasil trouxe imediatamente à lembrança de muitas pessoas as manifestações de ódio à mistura racial  de movimentos supremacistas brancos.

Movimentos de afirmação racial pretos e brancos, porém, não são necessariamente opostos. Na verdade, o objetivo de ambos em preservar suas respectivas raças, ou ‘purificá-las’, da miscigenação é o ponto que permite a cooperação entre eles.

No domingo, 25 de junho de 1961, George Lincoln Rockwell, líder do Partido Nazista Amaricano, e dez soldados participaram de uma manifestação de pretos muçulmanos na Uline Arena, em Washington, EUA. Eles observaram com admiração os comboios de ônibus fretados descarregando centenas de passageiros fora da arena e os vendedores muçulmanos fazendo liquidação de lembranças e literatura.

Os nazistas foram escoltados a partir da porta da arena por vários guardas bem-vestidos mas severos do Fruto do Islã – uma espécie de Gestapo da Nação do Islã, uma religião muçulmana originada nos EUA e que, como os nazistas, petistas e determinados grupos dos movimentos negros brasileiros, é contrária à mestiçagem.

Wallace Fard Muhammad, o fundador da religião em 1930, pregava que a origem da humanidade era constituída por pretos e que as pessoas de cor branca seriam uma raça de “demônios” criados por um cientista chamado Yakub (Nome do Corão correspondente à Jacó, na Bíblia Cristã) na ilha grega de Patmos. De acordo com os textos da Sabedoria Suprema, Fard atribuí aos homens brancos a classificação de demônios porque teriam formado uma cultura baseada em mentiras e morte.

Chegando ao evento, um guarda especial cumprimentou Rockwell e disse em seu walkie-talkie que o “grande homem chegou agora” e os escoltou para sentarem-se perto do palco no centro, cercado por oito mil muçulmanos pretos. Eles também estavam rodeados por jornalistas pretos, que queriam conhecer os pensamentos de Rockwell.

O líder nazista disse a repórteres que ele tinha consideração pelos “nazistas pretos” muçulmanos. “Estou totalmente de acordo com o programa deles e tenho o maior respeito pelo Sr. Elijah Muhammad”, o então líder da Nação do Islã.

Rockwell apontou que seu único desacordo com os muçulmanos era sobre o território dos EUA. “Eles querem um pedaço da América e eu prefiro que eles vão para a África”.

Depois de vários palestrantes, Malcolm X chegou ao microfone para realizar uma palestra intitulada “Separação ou Morte”. “Os muçulmanos não são para a integração nem para a segregação”, disse. Olhando para o público, perguntou a este “para o que eles eram”. E o público respondeu gritando: “Separação”.

Rockwell e os soldados aplaudiram vigorosamente. Mais tarde, quando a audiência foi convidada para doações, Rockwell contribuiu com US $ 20.

Adaptado de Imgur.

Posted in Português.


One Response

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  1. André says

    Passando apenas para deixar claro que essa facção chamada “Nação do Islam” em nada tem de islâmico a não ser certas semelhanças. Tanto que o famoso pugilista Muhamad Ali abandonou essa crença após verificar que no verdadeiro Islam há a reunião e fraternidade – quando da peregrinação à Meca. Converteu-se em islâmico sunita, abandonando as antigas crenças racistas da Nação do Islam.



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