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NOTA DE REPUDIO ÀS DECLARAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE ANTROPOLOGIA (AAA)

NOTA DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE ANTROPOLOGIA (AAA)

As organizações subscritas vêm expressar seu repúdio às declarações da American Anthropological Association (AAA) em sua carta de apoio à Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na qual endossa o uso da Antropologia no Brasil para a promoção e institucionalização da segregação racial e étnica e se posiciona contra as ações legais da COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO da Câmara dos Deputados destinada a investigar fatos relativos à FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO (FUNAI) e ao INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA) – CPI FUNAI E INCRA 2.

O Relatório da CPI contém denúncias gravíssimas cuja vítima primeira é o Povo Mestiço, etnia nativa objeto de limpezas étnicas e outras violências promovidas pelo Indigenismo acadêmico e político.

Os registros contidos no Relatório da CPI vão de corrupção à ingerência de interesses externos em assuntos nacionais brasileiros, de fraudes maquiadas de pareceres técnicos antropológicos a abusos de autoridade, de ameaças à segurança pública à pregação contra mestiçagem e mestiços, de criação de áreas de apartheid racial e étnico à tribalização dos afrodescendentes.

Destacam-se na carta a imprecisão da AAA ao conceituar quilombolas e, no mínimo, seu desconhecimento sobre a realidade atual do Brasil, ao afirmar que a CPI visaria criminalizar pesquisas sobre indígenas e descendentes de quilombolas quando, na verdade, a criação da CPI responde, entre outras, a denúncias embasadas sobre uso tendencioso de instrumentos destinados a estudos antropológicos para o atendimento de interesses políticos, ideológicos e particulares.

A citada carta, dirigida ao Supremo Tribunal Federal, à Câmara dos Deputados e à CPI, é uma prova de que a Antropologia ainda continua sendo um instrumento de pregação colonialista e de engenharia étnica e racial, sustentado pelo patrocínio e interesses de magnatas e governos neoliberais e globalistas: no tempo atual, notadamente proveniente dos governos da Alemanha, Noruega e de outros países da União Européia, e de ONGs dos EUA. Este patrocínio transformou, quase na totalidade, academias de Antropologia no Brasil em centros de ‘falsa ciência’ para ensinar e propagar ideologias de ódio à mestiçagem e à identidade nacional brasileira, como o Comunismo, o Verwoerdismo, o Multiculturalismo e o Indigenismo.

Destacamos que o Indigenismo não é uma criação dos povos índios originais, que em regra mestiçaram-se voluntariamente, mas sim de grupos interessados em manter poder político sobre aqueles.

Reafirmamos, neste sentido, nosso apoio ao Relatório da CPI, à sua aprovação e às investigações nele indicadas.

Manaus (AM), 15 de maio de 2017.

ASSOCIAÇÃO DOS CABOCLOS E RIBEIRINHOS DA AMAZÔNIA (ACRA)

FÓRUM AFRO DA AMAZÔNIA (FORAFRO)

FÓRUM NACIONAL DO MESTIÇO (FNM)

MOVIMENTO PARDO-MESTIÇO BRASILEIRO (NAÇÃO MESTIÇA)

ORGANIZAÇÃO BRASILEIRA DE AFRODESCENDENTES (OBÁ)

NOTE OF REPUDIATION AGAINST THE DECLARATIONS OF THE AMERICAN ANTHROPOLOGICAL ASSOCIATION (AAA)

The undersigned organizations express their repudiation of the statements of the American Anthropological Association (AAA) in their letter of support to the Associação Brasileira de Antropologia (ABA), in which it endorses the use of Anthropology in Brazil for the promotion and institutionalization of racial and ethnic segregation and is standing against the legal actions of the PARLIAMENTARY COMMISSION OF INVESTIGATION of the Chamber of Deputies to investigate facts concerning the NATIONAL FOUNDATION OF INDIAN (FUNAI) and the NATIONAL INSTITUTE OF COLONIZATION AND AGRARIAN REFORM  (INCRA) – CPI FUNAI AND INCRA 2.

The CPI Report contains very serious allegations whose first victim is the Mestizo People, a native ethnic group subject to ethnic cleansing and other violence promoted by academic and political Indianism.

The records contained in the CPI Report range from corruption to interference of foreign interests in Brazilian national affairs, from frauds made up of anthropological technical opinions to abuses of authority, from threats to public safety to preaching against mestization and Mestizos, to creating areas of racial and ethnic Apartheid to the tribelization of Afro-descendants.

The letter emphasizes AAA’s imprecision in conceptualizing quilombolas and, at the very least, its lack of knowledge about the current situation in Brazil, stating that the CPI would aim to criminalize research on natives and descendants of quilombolas when, in fact, the creation of the CPI responds, among others, to based denunciations on biased use of instruments destined to anthropological studies for the attendance of political, ideological and private interests.

The aforementioned letter, addressed to the Federal Supreme Court, the Chamber of Deputies and the CPI, proves that Anthropology still remains an instrument of colonialist and ethnical and racial engineering, supported by the patronage and interests of tycoons and neoliberal, globalist governments: at the present time, notably from the governments of Germany, Norway and other European Union countries, and from US NGOs. This sponsorship has transformed, almost entirely, Brazilian academies of Anthropology into centers of ‘fake science’ to teach and propagate ideologies of hatred for Brazilian mestization and national identity, such as Communism, Verwoerdism, Multiculturalism and Indigenism.

We emphasize that Indigenism is not a creation of the original Indian peoples, who in general have been mixed voluntarily, but of groups interested in maintaining political power over them.

We reaffirm, in this regard, our support for the CPI Report, its approval and the investigations indicated therein.

Manaus (AM), May 15, 2017.

ASSOCIAÇÃO DOS CABOCLOS E RIBEIRINHOS DA AMAZÔNIA (ACRA)

FÓRUM AFRO DA AMAZÔNIA (FORAFRO)

FÓRUM NACIONAL DO MESTIÇO (FNM)

MOVIMENTO PARDO-MESTIÇO BRASILEIRO (NAÇÃO MESTIÇA)

ORGANIZAÇÃO BRASILEIRA DE AFRODESCENDENTES (OBÁ)

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