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161 Comments

  1. paulo wrote:

    Parabéns, já era tempo de se lembrarem dos caboclos.

    Monday, December 14, 2009 at 02:28 | Permalink
  2. Marcelo Hermes wrote:

    Galera de Manaus,

    parabens pelo blog !

    abraços do Marcelo

    Thursday, January 7, 2010 at 18:42 | Permalink
  3. Administrator wrote:

    Grato, Marcelo!
    Um grande abraço.
    Leão

    Friday, January 8, 2010 at 01:24 | Permalink
  4. Ana Carolina wrote:

    Não vejo racismo algum nesta foto mas vejo muito racismo na pessoa que iniciou este debate inútil…

    Thursday, January 14, 2010 at 17:59 | Permalink
  5. Bahiano wrote:

    Que bom que vozes lucidas se levantam contra esta tragédia contida na PNDH.
    Concordo com vocês: Não aceitamos imposições e divisões. Somos mestiços, somos mistura (indio, branco e negro)!!!

    Saturday, January 16, 2010 at 09:06 | Permalink
  6. Sergio wrote:

    A tão decantada miscigenação racial no Brasil,está em perigo,pois com um simples decreto, o nosso Presimente Luis Inacio quer comunizar nosso País,através da luta de Classe. Pobre Brasil. Nós não merecemos ter em nosso governo gente tão preconceituosa!

    Saturday, January 16, 2010 at 15:42 | Permalink
  7. Mônica wrote:

    Realmente, este PNDH só vai trazer divisões e conflitos!

    Sunday, January 17, 2010 at 22:33 | Permalink
  8. Jorge Kleber Teixeir wrote:

    O PNDH tem pontos positivos e pontos negativos. Como centrista (democrático trabalhista) devo reconhecer que a CNBB (igreja católica) e a Nação Mestiça tem que ser ouvida. Devemos lembrar Darcy Ribeiro!! O livro “O povo brasileiro”. Trabalho no IBGE e vejo que tem muitas pessoas que estão criticando a postura da minha instituição em alguns pontos. Não sou gerente no IBGE e não tenho força política para mudar essa situação mas acho que existe posições equivocadas como considerar todo mundo não branco como negro!!?? Cadê os descendentes dos índios , os caboclos, os descendentes de povos orientais como os mestiços japoneses? O caboclo virou preto? O mestiço de olhos puxados seja por algum avô/avó indígena ou japonês está sendo considerado NEGRO?? Caramba é triste. Já dizia BRIZOLA sobre a corrente SOCIALISMO MORENO para mostrar que o povo é mestiço. Também devemos lembrar CHE Guevara que falou a respeito da América Latina mestiça. Vejam o filme “diarios de motocicleta”. A democracia se faz com debate. Ou outros estão defendendo seus interesses, usando lobbys , cada um tem que construir o que acredita melhor na sociedade brasileira. Assim acho.

    Thursday, February 4, 2010 at 05:55 | Permalink
  9. leao_alves wrote:

    Observaram bem. Este sistema racial que o PNDH 3 deseja impor é irreal, artificial, e as situações absurdas que cria revelam isso. O sistema confunde cor com identidade étnica e “racial”. Ele é parte de um projeto político e ideológico iniciado por volta da década de 1970 e que ganhou apoio político crescente nesta última década. A idéia básica é a relativização da cidadania e a divisão do poder político em segmentos, inclusive raciais. A miscigenação é um entrave para este projeto, daí a necessidade dele de apagar oficialmente os mestiços. O irônico é que a afirmação da mestiçagem está crescendo no mundo. Nos EUA, os mestiços voltaram ao censo em 2000, de onde haviam sido retirados em 1930, quando ‘Mulattos’ e ‘Blacks’ foram incluídos “à força” (por leis promovidas por supremacistas brancos) na categoria ‘Negro’…

    Friday, February 5, 2010 at 01:24 | Permalink
  10. Sábias palavras deste jovem parlamentar que contribui para uma sociedade mais justa. Qualquer discurso diferente deste é impor um ideal demagógico e oportunista, pois temos que batalhar pela igualdade de condições de acesso ao ensino superior. E isto se dá pela melhoria da situação econômica e da qualidade dos ensinos fundamental e médio, não com falsos privilégios.

    Friday, February 5, 2010 at 09:00 | Permalink
  11. luciene wrote:

    achei bacana deu um otimo contraste

    Wednesday, February 10, 2010 at 20:52 | Permalink
  12. Gustavo wrote:

    Excelente nota de repúdio. Penso que este “desgoverno” do PT, depois de 8 anos fazendo terrorismo político, só tem transformado o país num circo de horrores.
    Todo apoio ao movimento mestiço!

    Saturday, February 13, 2010 at 03:09 | Permalink
  13. Carlos wrote:

    Parabens pela iniciativa. É assim que se faz!

    Monday, February 22, 2010 at 20:25 | Permalink
  14. Administrador wrote:

    Grato, Carlos!

    Thursday, February 25, 2010 at 18:23 | Permalink
  15. Carlos wrote:

    A isonomia não foi algo a ser perseguido na divisão dos participantes, não é mesmo?

    Wednesday, March 3, 2010 at 10:42 | Permalink
  16. muito bom nação mestiça viva a miscigenação do povo Brasileiro

    Thursday, March 4, 2010 at 06:02 | Permalink
  17. David Kura Minuzzo wrote:

    A posição do Movimento Contra o Desvirtuamento do Espírito do Programa de Ações Afirmativas é a favor da cotas sociais com comprovação de renda, porque este critério permite a inclusão social e compatibiliza a política de ações afirmativas com a Carta Magna.
    Na Audiência Pública realizada no STF o debate não foi somente entre anti-cotistas e cotistas. Houve uma terceira posição, sustentada pela nossa advogada Dra. Wanda Siqueira, a favor das cotas sociais e contra o DESVIRTUAMENTO do Espírito do Programa de Ações Afirmativas. Tive a possibilidade de falar em nome dos estudantes gaúchos na audiência pública graças à sensibilidade do Ministro Ricardo Lewandowski, que concedeu esse espaço a mim e a um estudante da UFRJ. Esclareci aos anti-cotas e cotistas, que se não houver ilegalidade nos processos seletivos a inclusão dos estudantes hipossuficientes (brancos, negros, mestiços, caboclos, índios etc.) será assegurada, desde que o critério de seleção seja a renda familiar, sem ferir o princípio do mérito, porque os cotistas concorreriam entre si, dentro do limite de vagas a eles reservadas.
    É importante que a imprensa divulgue esta 3ª via para a implantação das cotas sociais e assim evitar cisão entre ricos e pobres, brancos e negros, e para atender os reclamos da sociedade e dos estudantes.
    Em nome do Movimento Contra o Desvirtuamento do Espírito do Programa de Ações Afirmativas:
    David Kura Minuzzo

    Saturday, March 6, 2010 at 23:39 | Permalink
  18. quilombolivariano wrote:

    REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA! 1parte
    Viva Zumbi! Viva Che!Viva Hugo Chávez! Feliz 2010!
    Conscientização Justiça Prosperidade Solidariedade
    Fraternidade Amor Paz. Socialismo Quilombolivariano
    Ao Nosso Povo Viva Brasil! Venceremos Feliz 2010!
    Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT ,Record IURD,BAND e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. .
    Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King,Malcolm X Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
    Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO

    vivachavezviva.blogspot.com/

    quilombonnq@bol.com.br
    Organização Negra Nacional Quilombo
    O.N.N.Q. Brasil fundação 20/11/1970
    por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

    Sunday, March 7, 2010 at 00:57 | Permalink
  19. Administrador wrote:

    Há um ponto nesta notícia do site do STF que caberia ser expressa de forma mais precisa, para evitar um mau entendimento freqüente. O movimento mestiço não vê o mestiço como sendo uma nova raça, pelo contrário, ser mestiço é não possuir raças, é ser misturado. É uma identidade, mas não é uma raça.

    Monday, March 8, 2010 at 19:07 | Permalink
  20. Taurus wrote:

    Sobre a origem do tráfico negreiro eis o que Manolo Florentino, historiador que estudou sistematicamente o assunto, diz no caderno idéias, do Jornal do Brasil , em 21/07/2001:
    ”Somente 1% dos 10 milhões de escravos enviados à América foram capturados diretamente por europeus. O grosso veio de guerras internas, que tiveram como subproduto a venda dos subjugados para a América”, explica Manolo. ”Para o movimento negro é muito difícil aceitar isso”, reconhece.

    Wednesday, March 10, 2010 at 10:49 | Permalink
  21. Comovente a sua exposição. Comovente e inspiradora.
    A senhora expressou meus sentimentos e os da maioria dos brasileiros de forma límpida e racional.
    Muito obrigada!

    Wednesday, March 10, 2010 at 19:13 | Permalink
  22. Luiz Emanuel Melo wrote:

    Um primor de lógica e honestidade intelectual. Pardo que sou, sinto-me orgulhoso de pertencer a uma tradição capaz de gestos como os dos jogadores da Portuguesa Santista, do cônsul do Brasil e do Presidente JK.Depois deste texto, certamente, hoje, dormirei melhor que ontem.

    Thursday, March 11, 2010 at 19:16 | Permalink
  23. Paulo wrote:

    E sobre os mestiços, você não diz nada?

    Sunday, March 14, 2010 at 22:33 | Permalink
  24. Luís wrote:

    Haja intolerância! Cada um que se chame como queira.

    Thursday, March 18, 2010 at 10:07 | Permalink
  25. Cleube wrote:

    No discurso…

    Friday, April 9, 2010 at 17:43 | Permalink
  26. Rodrigo Ricardo wrote:

    Meu Deus, esse projeto desse deputado é assustador, simplesmente assustador. Quem observar seu conteúdo verá o nítido sentido segregacionista do mesmo. Esse projeto vai contra a tônica da nossa formação histórica, que sempre foi pelo congraçamento, pela convivência, pela fusão de diferentes grupos étnicos num “melting pot” cultural gerando um processo civilizatório comum à todos – no lugar disso esse projeto institui e institucionaliza a compartimentalização e a separação territorial de grupos populacionais brasileiros com base em critérios de origem cultural e étnica.

    Depois tem “gente” que fica irritadíssima quando eu ataco o PT com violência. São coisas do tipo desse projeto monstruoso que me fazem ver o PT como uma terrível ameaça para o Brasil, e é por causa desse tipo de coisas que eu combato o PT com violência.

    Quanto mais eu vejo propostas e medidas desse tipo tomadas pelo PT e pelos demais vadios politiqueiros brasileiros – ou eu deveria dizer: politiqueiros “brazilians” , porquê à quem interessa dividir o povo brasileiro dessa forma???? – mais pessimista e até mesmo apavorado eu fico com relação ao futuro do meu País.

    Esse tipo de coisa é realmente aterrorizante, e me leva até à tomar algumas atitudes que eu preferia não ter que tomar. Exemplificando: não tem partido nem político que preste no Brasil de hoje, mas mesmo sentindo repulsa profunda por todos eles, eu até votaria em algum candidato – qualquer um, qualquer um MESMO!!! – que se propusesse à dar fim em toda essa politicagem racial do PT. Infelizmente, não tem candidato à Presidência da República “macho” o bastante para se declarar às claras em posição contrária à toda essa imundície.

    Quando eu digo que o PT é um câncer, é monstruoso e que [...], tem gente que ainda não gosta.

    Quanto o PT estará levando de interesses internacionais para perpetrar esta obra de destruição da miscigenação brasileira e implantação disfarçada da segregação racial no Brasil????

    Sunday, April 11, 2010 at 01:59 | Permalink
  27. willian wrote:

    Ricardo, eu sofro as mesmas críticas que você, eu odeio o PT com todas as minhas forças, e ao ver mais um projeto ridículo como esse, se confirma o que eu falo já faz um tempo .Já que o PT não pode destruir um país unido , então eles vão jogando uns contra os outros, brancos contra negros, negros contra indios, indios contra estrangeiros,pobres contra ricos e por aí vai …engraçado é ver na Bíblia que um reino dividido não dura por muito tempo. O PT é um cancer maligno , agressivo que infelizmente está tomando conta das mentes das pessoas. Precisamos lutar para que elas abram os olhos IMEDIATAMENTE, antes que o Brasil pague um preço altissimo por acreditar em um GRANDE MENTIROSO ,como O SR LULA !!

    Sunday, April 11, 2010 at 04:12 | Permalink
  28. Leão wrote:

    Creio que muitos simpatizantes do PT e do presidente Lula, e mesmo alguns petistas menos atentos a questões ideológicas, não têm noção desta política racista e das conseqüências dela. Projetos como este, porém, mostram que há aqueles petistas e simpatizantes que sabem muito bem o que estão fazendo e para onde querem levar o Brasil: para a balcanização, a guetização, a divisão racial, a “desintrusão” (apartheid) – como já vem ocorrendo em locais como RR, p. ex. Estes redutos raciais propiciam a criação de um novo coronelismo, um coronelismo dominado por organizações partidárias e alimentado por verbas federais supostamente para a preservação cultural. A demagogia da proposta é evidente: os imigrantes colaboraram com a cultura nacional porque se misturaram, nos costumes, no sangue e no território; se eles tivessem ficado encistados (como quer o projeto) eles não teriam dado contribuição nenhuma à cultura do país. Demarcando territórios agora esta mesma lei servirá de base para conceder direitos históricos no futuro para demandas autonomistas e mesmo separatistas. O irônico é que é exatamente o fato dos brasileiros não terem uma cultura segregacionista e racista, como mostrou Gilberto Freyre, salvo exceções exemplificadas por este projeto, que faz com que não dêem tanta importância aos perigos de projetos como este.

    Sunday, April 11, 2010 at 13:24 | Permalink
  29. Leão wrote:

    Será que a mentalidade racista registrada nas passagens abaixo já desapareceram ou estão vivas e vão ser fortalecidas com a aprovação deste projeto?

    “Os bugres atrapalham a colonização e as comunicações entre planalto e litoral. É preciso acabar com essas perturbações de modo total e o mais depressa possível. Pontos de vista sentimentais que consideram injustas e imorais as caçadas movidas aos bugres são inoportunas.”

    Resposta do Der Urwaldsbote, o principal jornal de Blumenau (SC), por volta de 1877, à Liga Patriótica, organização fundada em Florianópolis para defender os índios das perseguições e mortes promovidas por colonos e imigrantes alemães que estavam ocupando as terras então habitadas pelos índios, o que provocou a resposta violenta, com mortes, destes contra os imigrantes.

    Em Brasilien und die deutsch- brasilianische kolonie Blumenau, do Dr. Phil. Wettstein (Leipzig, 1907), p. 58; idem, p. 83.

    ____________

    “Ao lado dos colonos alemães a existência (dos índios) tornou-se impraticável, eles têm que desaparecer, assim como, paulatinamente, animais bravios têm de ser exterminados.”

    Robert Gernhard, Dona Francisca, Hansa und Blumenau, drei deutsche mustersiedlungen im südbrasilianischen Staate Santa Catarina (Breslau, 1901), p. 254; citado por Emílio Willems, A Aculturação dos Alemães no Brasil; estudo antropológico dos imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil. 2.ª ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1980 (Brasiliana; v. 250), p. 83.

    Sunday, April 11, 2010 at 14:20 | Permalink
  30. Destino wrote:

    pois é, quando é alguma lei que proporciona regalias a negros, todo mundo bate palma, mas qdo se fala no Branco, vira tudo uma calamidade…

    quem é racista mesmo?
    ignorantes

    Sunday, April 11, 2010 at 15:49 | Permalink
  31. Leão wrote:

    Destino, pelo que me parece, os grupos que estão apoiando este projeto são os mesmos que apóiam outras políticas de segregação por raça e etnia, como as cotas raciais para autodeclarados negros, os neoquilombos e as “desintrusões” de áreas indígenas.

    Sunday, April 11, 2010 at 17:01 | Permalink
  32. Leão wrote:

    Parece que a postagem da pessoa que se identifica como Marcio responde a minha pergunta anterior. Imaginem agora pessoas como esta indo à justiça daqui há 50 anos, ou antes, com a lei que este projeto deseja institucionalizar, afirmando que o Estado brasileiro reconheceu os direitos de “sua etnia imigrante” sobre determinado território do país.

    Sunday, April 11, 2010 at 19:02 | Permalink
  33. Henrique Melchiori wrote:

    Porque o glorioso Márcio que comentou acima não postou uma foto ou seu sobrenome verdadeiro para que nós encaminhássemos à polícia. Certamente, com seu estúpido “sangue puro ariano”, não teria nada a temer dos nossos policiais militares, por mais abrutalhados que fossem. Em minha opinião, este tipo de mensagem não só não deve ser aceita, como medidas de punição devem ser tomadas.

    Sunday, April 11, 2010 at 22:36 | Permalink
  34. Henrique Melchiori wrote:

    Realmente o racismo na África do Sul ainda se encontra em um nível muito primitivo. Educação é a única saída.

    Sunday, April 11, 2010 at 23:00 | Permalink
  35. luana vieira wrote:

    Pois é isso só vai gerar mais problemas no país.
    Já existem inúmeras organizações que prezam ensinar cultura dos imigrantes,isso realmente não é necessário.
    Querem imitar os EUA onde existem bairros pra negros,brancos,e latinos(indios).

    Sunday, April 11, 2010 at 23:27 | Permalink
  36. Administrador wrote:

    Prezado Sr. Henrique Melchiori, a Administração aceita a sua sugestão. Fizemos uma cópia da postagem, antes de retirá-la. Ela serve como exemplo do perigo deste projeto, além das finalidades penais cabíveis na legislação brasileira.

    Sunday, April 11, 2010 at 23:31 | Permalink
  37. luana vieira wrote:

    [Respondendo a esse comentário medíocre]pois é, quando é alguma lei que proporciona regalias a negros, todo mundo bate palma, mas qdo se fala no Branco, vira tudo uma calamidade…

    quem é racista mesmo?
    ignorantes

    Ignorantes?
    Vá estudar seu desgraçado,quem foram escravisados?quem lutaram de fato pela expulsão dos holandeses,franceses,e paraguaios em nome do Brasil?quais povos foram deixados de lado amargando na miséria?respondendo os nativos,afrobrasileiros,e os mestiços meu caro antes de falar tente pensar mais a respeito…é muito fácil críticar quando se é filho de imigrantes que tanto tiveram ajuda para por fim enriquecer dentro do país.
    Os brancos receberam terras férteis e inúmeras ajuda tanto do governo de seus países de origem quanto dos governos nacionais Getulio que o diga levou colonos gaúchos para a Amazonia e lhes deus terras férteis,hoje lá estão os descendentes de imigrantes passando fogo nos indios.
    O verdadeiro povo brasileiro que deu seu sangue por essa terra estão ai dependendo de esmola para sobreviver,só sabe críticar mas nunca saiu do quintal de casa para conhecer o Brasil.
    Não sou a favor de nenhum desses”incentivos” comunistas feitas no país…pra mim cotas só servem como atestado de inferioridade,se pessoas como vc não são capazes de viver e respeitar diferenças étnicas e culturais que saiam do meu país.
    Era só o que faltava um palhaço burgues querendo dar uma politizado.
    O palhaço só pra deixar claro que também sou a favor dos negros que ficam choramingando “mamae africa” saírem do meu país…juntamente com os descendentes de japoneses metidos a samurai!

    Sunday, April 11, 2010 at 23:43 | Permalink
  38. Adriano Angst wrote:

    Sou descendente direto de alemães e saído de uma colônia mto fechada de imigrantes e me sinto totalmente decepcionado com iniciativas como as deste deputado. Vivemos num País livre e democrático e propostas como as deste inútil legislador não tem cabimento dentro da nossa cultura brasileira predominantemente contrária à segregação racial.

    Monday, April 12, 2010 at 08:10 | Permalink
  39. Nestor wrote:

    Ué, mas, leis para para a preservação da cultura afrobrasileira pode e para cultura eurobrasileira não pode. Vocês estão sendo contraditórios e racistas com os brancos…

    Monday, April 12, 2010 at 18:30 | Permalink
  40. Leão wrote:

    Adriano, importante seu comentário. Este é um tipo de projeto que visa ensinar os descendentes de imigrantes a desejarem segregação racial, como há atualmente projetos que visam ensinar os afrodescendentes a repudiarem a mestiçagem. É uma mesma ideologia apoiada pelos mesmos grupos, tanto nacionais quanto estrangeiros, inspirados numa linha segregacionista do multiculturalismo.

    Monday, April 12, 2010 at 20:02 | Permalink
  41. Leão wrote:

    Nestor, o projeto não tem apenas o objetivo de preservar cultura eurobrasileira (que está muito bem preservada e é indissociável da identidade nacional), tem o objetivo de separar culturas e criar cistos étnicos territorialmente. É uma versão para os descendentes de imigrantes da política de incentivo à segregação empreendida junto aos afrodescendentes. Uma política, destaque-se, baseada em preconceitos sobre a história brasileira: os quilombos históricos, os de verdade, não eram limitados a uma etnia. Havia africanos de diversas etnias e seus descendentes, muitos deles mestiços, além de indígenas e brancos. A propaganda segregacionista desenha um quilombo uniétnico e formado apenas por negros. Os quilombos de verdade surgiram no período dos escravismo, formados por refugiados da escravidão. Para poder aumentar o número de quilombos, o presidente Lula criou os “neoquilombos”, surgidos em qualquer época. No AM, onde nunca houve quilombos, criaram um “neoquilombo” formado por descendentes de imigrantes sergipanos que chegaram ao Estado em 1907, 23 anos após a abolição da escravidão no AM, que foi em 1884 (http://nacaomestica.org/blog4/?p=761).

    O irônico, também, é que estes “neoquilombos” são fechados, inclusive a outros afrodescendentes; são exclusivos. Ou seja, há pessoas que comemoram Zumbi de Palmares e depreciam Ganga Zumba, mas defendem um tipo de quilombo que segue o modelo contra qual Zumbi se levantou. O que mudou foi o governo, que não é mais da Coroa portuguesa.

    Para que uma cultura seja eurobrasileira ou afrobrasileira ela tem que se misturar, do contrário será apenas européia ou africana e para preservar cultura européia e africana há muitos países na Europa e na África. A cultura portuguesa está muito bem preservada em Portugal, a alemã na Alemanha, a iorubá na Nigéria, etc. Estas culturas são importantes enquanto interagem com outras culturas. Este processo de sincretismo vem avançando e é contra isto, por interesses que vão além dos puramente culturais, que este projeto vai contra.

    Monday, April 12, 2010 at 20:39 | Permalink
  42. Flavia Camacho wrote:

    O PT é um partido patético assim como os outros, mas creio que com isso, ele quer mesmo é tentar destruir a história para construir outra em seu lugar (coisa típica de comunistas, socialistas e afins) para poder agradar a parcela negra/parda/bugra da população que como sabemos, se multiplica mais que a parcela branca e claro, são mais numerosos e títulos de eleitor.
    Contudo, o projeto parece ser baseado em outra mentira, já que os povos brancos e europeus foram os verdadeiros descobridores do Brasil e que os outros, apenas fizeram parte da construção do país. Os alemães, italianos, japoneses e outros foram quem realmente projetou tudo isso. A cultura negra e india também tem seu papel, porém ele não é dominante na criação do país e esse petista quer dar a entender que é o contrário…Sempre deturpando a história e a reconstruindo a seus moldes e intereses, Esse é o PT, Esse é o Brasil. Enquanto tntarem manipular de forma mentirosa os méritos de cada um nesse país, nada dará certo NUNCA.

    Tuesday, April 13, 2010 at 00:08 | Permalink
  43. Vitor Delfort wrote:

    “São coisas do tipo desse projeto monstruoso que me fazem ver o PT como uma terrível ameaça para o Brasil”

    Ué, mas o projeto é deste deputado ou trata-se de uma decisão do PT nacional
    Eu acho muito engraçado isto. Quando um deputado do PT faz alguma coisa errada a culpa é de TODO o PT. quando um deputado do DEM faz alguma coisa errada a culpa é daquele deputado do DEM especificamente. Dois pesos e duas medidas

    Tuesday, April 13, 2010 at 06:26 | Permalink
  44. Omni wrote:

    Peraí,
    Acompanhando os posts desta comunidade fico em dúvida se vocês são francamente negrófobos, ou tacanhamente pró-arianos!?

    Tuesday, April 13, 2010 at 10:34 | Permalink
  45. Leão wrote:

    Omni, esta é uma comunidade que valoriza a mestiçagem. Como a maioria dos brasileiros, descendentes de indígenas, brancos portugueses e pretos africanos, somos mestiços destas e de outras misturas. Valorizamos igualmente todos os nossos ancestrais, por isto não nos identificamos apenas com uma única ancestralidade, mas com a identidade mestiça que nasce da mistura delas. Assim, mestiço negrófobo ou mestiço que se orgulhe mais de um “sangue ariano” do que dos demais estaria desvalorizando a si mesmo e se alienando.

    Negros no Brasil são muito poucos, descendentes de imigrantes africanos recentes; nossos ancestrais pretos africanos trazidos pelo escravismo miscigenaram-se e os imigrantes africanos recentes também estão miscigenando-se. Os pretos brasileiros são cafuzos e mulatos de pele escura – da mesma forma que há mulatos e caboclos de pele clara que se identificam como brancos. Assim, o que há são mestiços que optaram por se identificar como negros ou como brancos, alguns deles pardos, mesmo sabendo que são mestiços (o que é direito deles).

    Há outro posicionamento. Há mestiços que se identificam com o que objetivamente são. Assim, não ‘optam’ por ser mestiços: eles são mestiços.

    Para muitos, talvez a maioria, preto, pardo e branco são apenas termos de cor, desvinculado de etnia; vêem-se unicamente como brasileiros.

    No artigo acima, Gilberto Freyre afirma que, “Aqui, mais que em outra área ocupada por grande nação, a tendência vem sendo imperfeita porém crescente para a síntese cultural através da interpretação de culturas, quer básicas, quer contribuintes ou ancilares – e para a superação de filiações absolutas e etnias ou a “raças” fechadas, por uma já brasileiríssima consciência de meta-raça ou seja uma além-raça que supera aquelas extrema filiações a etnias de origem, Filiações que competissem com a identificação com o Brasil”; e “não há, no nosso País, vez para negritudes ou branquitudes”. Ele faz uma crítica a quem coloca a identidade racial ou étnica acima da identidade nacional brasileira.

    Tuesday, April 13, 2010 at 17:15 | Permalink
  46. Leão wrote:

    Flávia, o grande perigo deste projeto está exatamente em estimular um clima onde os brasileiros irão identificar-se mais com segmentos do que com a identidade nacional. Nós somos brasileiros antes de tudo. O país é de todos nós, a história é a história de todos os brasileiros, a cultura nacional pertence a todos pois o processo civilizatório é comum, a Nação brasileira é única. No dizer de Darcy Ribeiro, somos “um só povo incorporado em uma nação unificada, num Estado uniétnico”. A única execeção, segundo ele, seriam as “múltiplas microetnias tribais”. Determinados povos, como os indígenas, os portugueses e os africanos, que se misturaram e se miscigenaram dando origem aos primeiros mestiços, constituíram praticamente toda a população brasileira na época em que o português D. Pedro I proclamou a Independência. Cerca de 260 famílias suíças haviam chegado três anos antes. O Brasil já possuía praticamente o tamanho atual, perdendo depois a Província Cisplatina (Uruguai) e conquistando o Acre. Este tamanho se deveu em grande parte ao conhecimento indígena que os bandeirantes, muitos deles mamelucos, possuíam ou lhes foi repassado.

    Embora não haja como negar que a base da identidade nacional foram estas três raízes, esta história pertence a todos os brasileiros pois os demais povos que chegaram depois também se misturaram e influenciaram o processo seguinte da história do Brasil. Basta observar os sobrenomes de diversos presidentes da República para ver isto: Vargas, Medici, Geisel, Kubitschek, Goulart, Collor.

    Este projeto tem diversas faces. Um projeto deste aprovado será muito útil para quem desejar provocar conflitos étnicos e raciais entre brasileiros.

    Tuesday, April 13, 2010 at 19:06 | Permalink
  47. Johan Brewster wrote:

    Apóio este projeto de lei. Finalmente os povos da minha raça terão refúgio para manterem sua cultura e seu sangue preservados.
    Falaram em nação brasileira, que piada. Como se Brasil fosse UMA Nação. O Brasil é uma mistura infinita e desordenada de povos e nações, um caldeirão racial e cultural sem cultura própria e única. Não temos a mínima identificação com isso. [...]

    Thursday, April 15, 2010 at 02:07 | Permalink
  48. Johan Brewster wrote:

    ”Educação é a única saída.”

    Lavagem cerebral você quer dizer.

    A única saída é cada um na sua terra. Fim da globalização e do multiculturalismo.
    África para negros e Europa e partes da América e Oceania para brancos.

    Thursday, April 15, 2010 at 02:18 | Permalink
  49. Leão wrote:

    Os povos vão continuar convivendo cada vez mais uns com os outros e misturando-se espontaneamente e saber disto é o que incomoda tanto os racistas. Deixar a África e migrar para a Holanda não é uma proposta nem dos racistas do AWB, da mesma forma que os racistas da KKK não cogitam deixar os EUA e migrar para a Inglaterra. Há pessoas que dizem que este tipo de racismo virulento e segregacionista é “melhor do que o racismo cordial”. A política racial governamental no Brasil dos últimos anos, promotora de “desintrusões”, têm sido, infelizmente, propiciadoras também deste tipo de racismo.

    Saturday, April 17, 2010 at 16:49 | Permalink
  50. Luana wrote:

    Johan é muito simples volte para a Europa!

    Saturday, April 17, 2010 at 17:49 | Permalink
  51. Leão wrote:

    Este “JB” é o tipo de antipatriota e segregacionista, para dizer pouco, que irá apoiar este projeto petista. Observem como a argumentação não se distancia da argumentação do autor do PL e de outros defensores de segregação territorial entre brasileiros. Observem o recurso ao argumento da preservação cultural para tentar justificar apartheid.

    Saturday, April 17, 2010 at 17:59 | Permalink
  52. André wrote:

    Querem transformar gente viva em peça de museu, em bichinhos de zoológico, forçando de forma totalmente artificial um comportamento humano muito esquisito. Enquanto isso, o brasileiro típico, aquele miscigenado, católico e lusófono vê seu modo de vida e seus valores outrora sagrados serem esmagados pelo globalismo, o mesmo globalismo que financia e promove esta [...] de multiculturalismo.

    Saturday, April 17, 2010 at 22:00 | Permalink
  53. Ricieri wrote:

    Essa lei aplica-se a orientais, descendentes de angolanos, quenianos, nativos da oceania, etc.
    Onde está escrito que é só para eurodescendentes?

    Ela se baseia no artigo da declaração universal dos direitos humanos onde diz que todos tem direito a uma nacionalidade, e a mudar a mesma, inclusive.

    Aliás, outros países do mundo, inclusive os europeus, não tem nenhum tipo de reclamação em ter cidadãos que se naturalizem em outras nacionalidades, também.

    Jus sanguini não é direito por ter “sangue puro”, como os críticos estão afirmando. Significa transmissão hereditária do direito. Existem várias formas de se obter cidadania na Itália, por exemplo, e um esquimó que se tornar cidadão italiano transmitirá a cidadania a filhos e netes. Isso é jus sanguini.

    Sunday, April 18, 2010 at 13:06 | Permalink
  54. LEÃO wrote:

    Prezado Ricieri,

    A questão principal está no fato de que estas legislações que permitem múltiplas cidadanias têm implicações sobre a cidadania brasileira no mínimo tão significativas quanto as identificações que as leis de “cotas raciais” promovem. O artigo destaca que este processo de diferenciação de direitos entre cidadãos brasileiros com base na idéia de raça, de etnia e na cor não se limita e nem se iniciou com leis instituindo cotas para pretos, pardos e indígenas.

    O que diferencia esta lei das que criam cotas raciais é que estas últimas são mais explícitas quanto ao seu “público alvo”. A ECR-3 na prática atinge principalmente brancos de determinadas origens, estimulando seu fracionamento étnico em relação a uma unidade dentro da identidade étnica brasileira similarmente às cotas raciais e étnicas.

    O Marechal Deodoro, em 1890, permitiu a imigração de pessoas de todos os países, mas dificultou para aqueles vindos da África e da Ásia: http://nacaomestica.org/blog4/?p=437. Formalmente, um branco da Ásia e da África teria maior dificuldade de migrar para o Brasil do que um amarelo ou um preto com cidadania de um país europeu, mas a possibilidade disto ocorrer na prática era mínima.

    Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, art. XV, (http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm) é afirmado:

    “1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.
    “2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.”

    Ou seja, a Declaração Universal dos Direitos Humanos não está se referindo a direito a múltiplas cidadanias ou nacionalidades e mesmo se estivesse se referindo, a ECR-3 não atenderia a esta hipotética previsão, pois ela limita este direito a múltipla cidadania apenas a quem possui “reconhecimento de nacionalidade originária por lei estrangeira” e não a todo brasileiro.

    No artigo não se critica a naturalização de estrangeiros que optam por mudar de nacionalidade e ser brasileiros, nem o direito de brasileiros optarem por deixar de ser brasileiros e adotarem outra cidadania e nacionalidade. Não há problema nenhum neste sistema, que já existia antes da ECR-3.

    Na prática a ECR-3 favorece principalmente brancos de determinadas origens, da mesma forma que quando estabelecem uma legislação a favor de homologagação de territórios indígenas ou quilombolas, os brancos beneficiados são muito raros.

    Parece improvável que a ECR-3 tenha sido feita para os descendentes de orientais (amarelos, nos termos do IBGE) do Brasil, em sua maioria descendente de japoneses, pois o Japão não admite dupla cidadania (http://www.scribd.com/doc/5523356/A-Constituicao-do-Japao). A China também não (http://www.china.embassy.gov.au/bjng/Consular3_2.html).

    Esta lei na prática atinge brancos descendentes de imigrantes de origem italiana, libanesa, israelense, portuguesa, p. ex., pois este países admitem dupla cidadania. Os brasileiros indígenas, pardos, pretos e os brasileiros descendentes de colonos portugueses (a maioria deles mestiços, mesmo aparentando ser brancos), formariam outro “segmento” não atingido por esta lei.

    O artigo não afirma que “Jus sanguini é direito por ter ’sangue puro’”; o artigo afirma que “Nacionalidade originária jus sanguinis deriva da ancestralidade, do sangue, podendo a pureza de origem ser fator para concedê-la ou não, conforme a legislação estrangeira.”. Ou seja, cada legislação estrangeira possui a sua regra: sistema italiano (http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=7937 – artigo que esclarece esta questão da Declaração Universal dos Direitos Humanos), libanês (http://www.soulibanes.com.br/libano_requisitos.htm), israelense (http://www.cafetorah.com/Lei-de-Retorno-dos-Judeus-Para-Israel), portuguesa (http://cidadaniaportuguesa.com.sapo.pt/); isto varia de país para país.

    Assim, o artigo não discorda de você, quando diz que nacionalidade originária jus sanguinis “significa transmissão hereditária do direito”. Se um esquimó tiver cidadania italiana passará este direito para seu filho. Isto também se enquadra na mesma situação prática: quantos italianos esquimós você conhece?

    Diferentemente dos “tribunais raciais” das cotas, que “bem ou mal” estão sob a ordem jurídica nacional, a conceção de cidadania estrangeira fica sob a ordem jurídica estrangeira e seus tribunais, o que implica numa interferência (intencional ou não) de um poder externo na questão étnica e identitária nacional. Por isto muitos Estados rejeitam a múltipla cidadania.

    O artigo, porém, visa mostrar que as ideologias e políticas de fragmentação étnica e racial do povo brasileira são mais amplas e mais antiga do que as leis de cotas raciais e étnicas aparentam, e incluem também a divisão étnica da população branca, nos moldes da Europa, EUA, Canadá e África do Sul.

    Sunday, April 18, 2010 at 16:07 | Permalink
  55. Ricieri wrote:

    Vamos pegar um outro exemplo além do Esquimó. A lei desses países não discrimina a raça. Lembrando que este site trata da causa mestiça, afirmo que filhos de europeus com qualquer etnia ou raça do mundo tem direito a cidadania. O conjuge também. Seus filhos e netos também. Isso é o Jus Sanguini. Não há menção a raça, muito menos exclusivamente a branca.

    Sunday, April 18, 2010 at 20:36 | Permalink
  56. Ricieri wrote:

    O que o Brasil fêz foi tolerar a dupla cidadania. Não é o Brasil que dita as normas para se obter cidadania nesses países. E não é só o Brasil que permite a dupla cidadania. Outras nações desenvolvidas, inclusive, não tem problemas com isso.

    Sunday, April 18, 2010 at 20:38 | Permalink
  57. LEÃO wrote:

    André, finalidade desta política é realmente a eliminação do mestiço pois a mestiçagem une e eles desejam a separação, a divisão.

    Monday, April 19, 2010 at 01:27 | Permalink
  58. negobrown wrote:

    terrivel isso num pais onde p aphartheid caiu…

    Tuesday, April 20, 2010 at 12:58 | Permalink
  59. Henrique Melchiori wrote:

    O sociólogo Demétrio Magnoli tem, a meu ver, o ponto de vista mais sólido a respeito desse assunto, e também o que mais vai de encontro ao meu. Os conceitos “raça” e “cultura” são chavões ( hoje politicamente corretos ) utilizados em todo o mundo da pior maneira possível. Raça foi uma idéia muito alardeada pela pseudociência dos séculos dezenove e vinte, a Eugenia ( cujos maiores representantes no Brasil foram um médico paulista chamado Renato Kehl e o famoso escritor Monteiro Lobato, que em uma troca de correspondências chega mesmo a dizer que “a única salvação para o Brasil seria lavar o povo com sabão de coco ariano” )como uma justificativa para o predomínio de povos “mais fortes” que deveriam guiar os mais fracos pelas mãos, mesmo enquanto os exploram. Óbvio que havia racismo antes disso, mas nunca tão bem maquiado como “ciência”. A conquista do oeste americano pelos “anglo-saxões brancos” ( e conseqüente massacre dos índios ) foi intelectualmente alicerçada na convicção de que era o “Destino Manifesto” da grande nação americana possuir um território que abrangesse as duas costas oceânicas.
    O conceito de cultura é visivelmente falacioso pois pressupõe, por exemplo, que um indivíduo nascido no Brasil, crescido, estudado e trabalhado aqui, mantenha intacto dentro de si uma espécie de fardo cultural “ancestral” – os multirracialistas adoram esta palavra – que os impede de certa forma de serem totalmente absorvidos no meio em que REALMENTE vivem, pois esta “entidade” ancestral de alguma forma continua gritando dentro dele, clamando pela sua pátria de origem, pelo seu povo.
    Ambos, portanto, conceitos que geram confusão, mesmo porque são falsos – a ciência já provou que raças não existem; e “cultura” é só um prolongamento sutil e perverso daquele conceito. É a minha opinião. Um abraço.

    Tuesday, April 20, 2010 at 17:54 | Permalink
  60. Antonio s.gomes wrote:

    Esse senhor quer criar aqui no Brasil um sistema aigual ao que se verifiou por muito tempo na África do Sul – um regime de segregação racial. Seria de bom alvitre que alguém mostrasse a esse senhor os princípios, direitos e garantias individuais previstos em nossa Constituição. Espero que que neo-nazista nunca mais se reeleja.

    Wednesday, April 21, 2010 at 15:04 | Permalink
  61. james maurice wrote:

    opnião meramente pessoal do senhor freyre!!com certeza um marxista nacionalista ao extremo ,manipulador ,que tenta criar um novo tipo no brasil,modelo exportação,”o mestiço”!a luta do negro brasileiro não é uma luta territoial isolada localmente,lutamos por um mundo racialmente justo,por isso buscamos referencias de lutas que deram resultados ,sem medo de parecer americanizado,digo que o país que mais conseguiu resultados em materia de justiça racial foi os E.U.A!!!!

    Wednesday, April 21, 2010 at 19:56 | Permalink
  62. Leão wrote:

    O mestiço não foi uma criação de Gilberto Freyre. Os mestiços caboclos já viviam no Brasil antes da chegada dos primeiros africanos. Quando os portugueses começaram a colonizar o Brasil efetivamente em 1530, encontraram o português Caramuru vivendo onde hoje é a Bahia, casado com duas índias e pai de diversos mestiços. Caramuru sobrevivera a um naufrágio ocorrido por volta de 1510. Os africanos chegaram ao Brasil oficialmente em 1549. Reduzir a questão a mestiçagem brasileira apenas a brancos e negros é cometer um erro de história e tratar de um Brasil irreal. Ironicamente talvez tenha sido a ênfase de Gilberto Freyre na questão do mulato que involuntariamente serviu para quase restringir ao mulato a representação da mestiçagem nacional. Embora critiquem Gilberto Freyre, os debates sobre a questão da mestiçagem no Brasil ainda costumam girar em torno do mulato, inclusive na defesa de que negros sejam a soma dos pretos e pardos feita por muitos dos críticos de Freyre. Antes de Freyre, o caboclo predominava na representação da mestiçagem nacional.

    Wednesday, April 21, 2010 at 21:23 | Permalink
  63. Anderson wrote:

    Pessoal antes de tudo boa noite.

    Existe alguma forma de lutarmos para que este projeto não seja aprovado?

    Sunday, April 25, 2010 at 21:48 | Permalink
  64. Leão wrote:

    Boa tarde, Anderson.
    Algumas alternativas são contactar com deputados federais e senadores do próprio estado e, como eleitor, dizer ao deputado e senador que ele se manifeste no Parlamento contra o PL, ou faça uma emenda tirando a territorialização; manifestar-se por telefone ou por e-mail junto ao gabinete de deputado federal (não recomendo ao próprio autor do PL pois não creio que ele mudará de opinião); divulgar este artigo pela internet e pedir que outros o reenviem. É preciso chamar a atenção.

    Monday, April 26, 2010 at 16:31 | Permalink
  65. livrexpress wrote:

    A petralhada idiota abriu a ‘caixa de pandora’ do racialismo racista no Brasil. Agora o racismo é política de Estado.

    Monday, April 26, 2010 at 22:21 | Permalink
  66. GUTO wrote:

    essa lei e a primeira lei que em tempos visa presevar a diferenças raciais e etnicas no brasil . todos tem seu espaço no brasil, menos o branco , agora chegou nossa vez de termos garantias constituicionais de que nossa cultura e nossa gente sera respeitada e preservada para todo sempre !

    Tuesday, April 27, 2010 at 04:44 | Permalink
  67. Leão wrote:

    O Brasil antes de ser um espaço para brancos, índios, mestiços, pretos, amarelos, o Brasil é um espaço da Nação brasileira e da etnia brasileira, que também é de origem e base européia. A cultura portuguesa e de outras etnias européias estão muito bem preservadas na Europa e no Brasil manifestações delas têm sido preservadas espontaneamente sem dividir o povo em territórios. Se alguém está interessado em preservar a ‘pureza’ do seu sangue ou da sua cultura européia por meio de territórios próprios, deve estar mais interessado em servir a uma etnia européia do que à Nação brasileira, pois se valorizasse mais à Nação brasileira não desejaria isolar-se dela. O mesmo vale para cultura de origem africana, asiática e de outras regiões do mundo. Preservar a cultura e identidade do povo colonizador é uma das formar de manter domínio político sobre um território colonizado. É quando os colonizadores começam a se identificar mais com a região onde vivem do que com a metrópole que começam os movimentos de independência. É por isto que em 1822 os brasileiros, inclusive os brancos, não estavam mais interessados em ser cidadãos do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves; independeram-se e criaram seu próprio Império.

    Tuesday, April 27, 2010 at 20:39 | Permalink
  68. dasdasd wrote:

    ainda bem q morreu esse desgraçado

    Wednesday, April 28, 2010 at 12:47 | Permalink
  69. reginaldo Bispo wrote:

    Referi-me aos mestiços, porque assim se denominam, quando apoiam as pataquadas, e as investidas rac istas do Senador Demóstenes Torres e do Magnole. Mas lembrem-se que equivocos como esses já eram comuns nos anos 30. Autodenominados mestiços já apoiavam os camisas verdes fascistas de plinio Salgado. Portanto, cabe a vcs mostrar que não são a mesma coisa, pois os dois amigos ilustres seus tem discursos semelhantes ao Salgado. Bispo.

    Thursday, April 29, 2010 at 13:55 | Permalink
  70. dasdasd wrote:

    foraaaa!!

    Thursday, April 29, 2010 at 18:26 | Permalink
  71. Leão wrote:

    Os mestiços não se denominam mestiços somente quando apóiam uma determinada medida ou repudiam outra ( http://www.nacaomestica.org/nota_de_repudio_090911_estatuto_pl_lor ), isto seria condicionar a identidade mestiça a uma contigência ideológica alheia a ela. Esta observação remete à subordinação das identidades étnicas ou ‘raciais’ a conveniências de interesses políticos e partidários que podem chegar ao extremo de entender que alguém só pode identificar-se com de determinada etnia ou ‘raça’ se for desta ou daquela ideologia. Não me parece, assim, que os negros que fizeram parte da antiga Ação Integralista Brasileira (como João Cândido e Abdias Nascimento, p. ex.) fossem mais negros ou menos negros do que aqueles que eram membros do Partido Comunista do Brasil.

    Um mestiço é um mestiço, não importando se ele é de direita, de esquerda ou de centro.

    Sem entrar no mérito ou no valor do discurso, se não estou enganado o partido Democratas, do qual faz parte o senador Demóstenes Torres, é de linha liberal e o movimento integralista não. Colocar liberais e integralistas sob um rótulo fascista comum é indicativo de desconhecimento das particularidades destas três correntes políticas.

    O discurso segregacionista e isolacionista do governo atual remete ao que foi proposto e aceito por Ganga Zumba e ao apartheid sul-africano, e a sua política mestiçofóbica ao modelo de ‘One Drop Rule’ desenvolvido pela Ku Klux Klan e outras organizações supremacistas brancas.

    O presidente Lula foi eleito em 2002 pela coligação PT-PCdoB-PCB-PL-PMN. Meio a comunistas, petistas e liberais do governo, destacam-se atualmente Sarney, Palocci, Collor, Edson Santos, Genoíno, Paim. Cabe a quem defende a política mestiçofóbica do governo mostrar que não são a mesma coisa – se for possível.

    Saturday, May 1, 2010 at 22:43 | Permalink
  72. Henrique Melchiori wrote:

    É exatamente aí a chave da questão. Legalizando o mecanismo de dupla cidadania, o Estado brasileiro FICA SUJEITO às interpretações estrangeiras de nacionalidade ( muitas delas visivelmente racialistas, como a alemã ) e abre um PRECEDENTE, um corredor vazio para a introjeção da mentalidade racialista no Brasil. Um verdadeiro “suicídio jurídico”!

    Sunday, May 2, 2010 at 23:29 | Permalink
  73. Rodolfo wrote:

    Se a proposta fosse para negros aposto que esse bando [...] comentnado aqui estaria aplaudindo, [...].

    Tuesday, May 4, 2010 at 01:00 | Permalink
  74. Leão wrote:

    O que me parece falho neste artigo é que o ex-governador José Serra conclui condenando a idéia de raça e legislações raciais, mas o exemplo do conflito entre turcos e armênios apresentado por ele é o de um conflito étnico e religioso e não o de um conflito racial. A conclusão adequada para o exemplo seria o de condenar legislação baseada em etnia, como é o caso dos territórios étnicos para descendentes de imigrantes europeus e asiáticos, os neoquilombos, as “desintrusões” e a múltipla cidadania criada pela ECR-3.

    Tuesday, May 4, 2010 at 01:47 | Permalink
  75. Leão wrote:

    Saber que em pleno séc. XXI aparece quem faça este tipo de sugestão ajuda a ter uma idéia do que os abolicionistas enfrentaram no séc. XIX para conseguir aprovar a Lei Áurea.

    Tuesday, May 4, 2010 at 16:53 | Permalink
  76. Marcelo Hermes wrote:

    Muito preocupante. E isso será só o começo de um processo bem mais de controle social. Este modelo chines é o nirvana para alguns setores do PT.

    Tuesday, May 4, 2010 at 18:49 | Permalink
  77. Leão wrote:

    Marcelo, o pior é que a CF brasileira também proibe o anonimato, o que é uma limitação à democracia. Isto deve explicar a informaçãod de que o Brasil é o país que mais censura o Google.

    Wednesday, May 5, 2010 at 19:13 | Permalink
  78. livrexpress wrote:

    Bem, o povo original (indígena) da Inglaterra é, de fato, branco…
    No Brasil, quem defende idéias semelhantes são os racialistas/racistas de esquerda…
    Na verdade, esquerda, direita, esses rótulos pouco importam, já que a estupidez é o que controla todos.
    Abraço.

    Thursday, May 6, 2010 at 18:30 | Permalink
  79. OLA SOU DO MUNICIPIO DE TURURU FAÇO PARTE DA ASOCIAÇAO CULTURAL E ARTE DE TURURU E STARMOS PASANDO POR UMA SITUAÇAO MUITO INPORTANTE POIS FOI ENVIADO UM PROGETO DE LEI AO PRESIDENTE DA CAMARA DOS VEREADORES PARA QUE TIRASEM DO ESLOGMA DO MUNICIPIO A COR PRETA POIS SEGUNDO O VEREADO A COR PRETA SIGNIFICAR DO, TRISTEZA ETC.
    NOS QUE SORMOS REMANECENTES DE QUILONBOLAS FOOS DURAMENTES ATINGIDOS E NA PROXIMA SEGUNDA FEIRA SERA REALIZADO UMA GRANDE MANIFESTAÇAO CONTRA ESES POLITICOS SEM CULTURA E PRECONCEITUOSOS, TEREMOS NA NOSSA MANIFESTAÇAO TODAS AS TEVES DO ESTADO DO CEARÀ NOS AUXILIANDO E GOSTARIARMOS MUITO DE CONTAR COM VOCES TAMBEM.

    Friday, May 7, 2010 at 15:08 | Permalink
  80. Bruno wrote:

    Onde estão enxergando Branco nisso, onde está “sudetos´´, “arianos´´?!?!?! Esta é uma interpretação errônea e exagerada da PL 3.056/08. Recomendo a leitura do texto na integra: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/545831.pdf

    A lei não pretende “criar territórios culturais brancos´´, ela apenas defende a proteção da cultura e preservação de TODOS os povos presentes nesta nação.

    Veja o seguinte trecho:
    “Vê-se que a Constituição Federal impõe ao Estado a proteção não só das culturas indígenas e afro-brasileiras, como também dos outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.´´
    “Mas observa-se que quanto aos outros grupos participantes do processo civilizatório nacional não se pode encontrar dedicação legislativa proporcional à sua importância e relevância para o processo civilizatório nacional.´´

    Em outras palavras: A Constituição Federal exige a proteção de TODAS as culturas, no entanto apenas as culturas africana e indígena possuem legislação. No entando, onde está a legislação que proteja as OUTRAS culturas deste país? Como por exemplo a cultura japonesa, libanesa, alemã, … etc.

    Não se pode incluir alguns e excluir outros. Direitos iguais para TODOS…

    Saturday, May 8, 2010 at 19:34 | Permalink
  81. Leão wrote:

    Prezado Bruno,

    Como havia escrito acima, para que uma cultura seja eurobrasileira ou afrobrasileira ela tem que se misturar, do contrário será apenas européia ou africana e para preservar cultura européia e africana há muitos países na Europa e na África. A cultura portuguesa está muito bem preservada em Portugal, a alemã na Alemanha, a iorubá na Nigéria, etc. Estas culturas são importantes enquanto interagem com outras culturas. Este processo de sincretismo vem avançando e é contra isto, por interesses que vão além dos puramente culturais, que este projeto vai contra.

    A Constituição Federal não assegura proteção às culturas africanas, mas às afro-brasileiras, ou seja, a manifestações da cultura brasileira com vínculo com a origem africana da civilização brasileira. Samba, p. ex., é uma manifestação afro-brasileira, pois samba não é africano, nem indígena, nem europeu, é um produto sincrético: é cantado em português, inclusive com uso do pandeiro (que foi trazido pelos portugueses e não pelos africanos), mas com um ritmo e diversos outros elementos de influência africana.

    As culturas indígenas são um caso particular porque elas precedem a existência do próprio Brasil e são nativas. Por isto tanto as culturas indígenas, quanto as manifestações mestiças surgidos do sincretismo dela com outras culturas (como o sotaque caboco do nosso português, o nheengatu, o boi-bumbá e outras manifestações da mestiçagem com nativos) são protegidas pela Constituição Federal.

    O termo “territórios brancos” é adequado. Se uma lei homologa um território guarani, ou pataxó, ou macuxi, p. ex., é preciso estar escrito a palavra ‘índio’ ou ‘indígena’ para que ele seja chamado de ‘território indígena’? Da mesma forma se é demarcado um território para descendentes de pomeranos, italianos, alemães, portugueses, libaneses, p. ex., é preciso que haja o termo ‘branco’ para serem denominados ‘territórios brancos’?

    Da mesma forma que a Constituição Federal protege as manifestações culturais afro-brasileiras, mas não as africanas, ela protege as manifestações culturais euro-brasileiras, mas não as européias, e as nipo-brasileiras, mas não as japonesas. Ou seja, só protege enquanto sincretizam com o restante da cultura nacional, enquanto parte da civilização brasileira, e não enquanto um pedaço da Europa, da África ou da Ásia isolado dentro do território da etnia brasileira.

    Estas manifestações criam e criaram diferenças regionais que têm sido preservadas sem necessidade de territorialização. Elas ocorrem dentro e mantendo relação com a base histórica da formação da identidade étnica e nacional da civilização brasileira, que é a mestiçagem entre etnias indígenas, portugueses e etnias africanas.

    Para que haja direitos iguais para todos os – destaco – brasileiros, é preciso exatamente ir contra projetos que dividam territorialmente o país em etnias e raças e promovam “desintrusão” (apartheid).

    Não sei se Portugal, o Japão, a Alemanha, a Holanda, a Itália, etc., aceitariam demarcar um território para a cultura indígena ou afro-brasileira dentro do território dos países deles. Cabe ao Brasil proteger sua cultura e não a outros Estados.

    Este PL é um resquício do pensamento que orientou o colonialismo e neo-colonialismo europeus. Não é isto que os Boers estão demandando na África do Sul, um território independente para a etnia deles que, “por acaso”, coincide exatamente com a “raça branca”? Estes espaços serviram para manter estas populações identificadas mais com suas raízes étnicas ou “raciais” do que com as populações nativas e nacionais locais. Esta passagem da justificativa é elucidativa:

    “Tanto que a DECISÃO n.o 1855/2006/CE DO PARLAMENTO
    EUROPEU E DO CONSELHO de 12 de Dezembro de 2006, que institui o Programa «Cultura» (2007-2013), dedicou especial atenção ao fato. Esse Programa permite inclusive a celebração, com países terceiros, de acordos de associação ou de cooperação que incluam cláusulas culturais, com base em dotações suplementares e modalidades específicas a estabelecer entre as partes.
    Existem no Brasil, como foi possível observar, ainda que de relance, durante a execução de estudo que precedeu a elaboração desta proposição, núcleos relevantemente preservados de cultura européia, absorvidos pela megadiversidade cultural brasileira, que podem habilitar o Brasil a postular a celebração, com a Comunidade Européia, de tais acordos de associação ou de cooperação.”

    Enquanto isso, na Europa,
    http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2105578,00.html

    Sunday, May 9, 2010 at 15:03 | Permalink
  82. paulo wrote:

    Estou ficando preocupado!
    Sou neto de um português com uma italiana pelo lado materno,e neto de uma espanhola com um judeu alemão pelo lado paterno.
    Com essa bagunça étnica/eleitoreira que o PT e um monte de pseudos intelectuais estão fazendo no Brasil, onde é que eu vou ficar? Acho que vou deixar minha mala sempre pronta, pois, pelo visto, logo serei expulso. Só espero que algum país do mundo esteja disposto a aceitar um simples vira-latas cuja única culpa foi descender de pessoas que para cá vieram fugindo da miséria da europa e acreditando que aqui seria um bom lugar para deixar seus descendentes.

    Monday, May 10, 2010 at 12:43 | Permalink
  83. Marcelo Hermes wrote:

    Leao

    Os japas.BR já fizeram tanto pelo Brasil e merecem tudo de bom !

    Quase casei uma vez com uma médica nissei! Eu sou cabolho. Se eu tivesse tido filho com a japa, ele seria o que ?

    :o )))

    Monday, May 10, 2010 at 23:35 | Permalink
  84. joana paula de almei wrote:

    bom dia.
    solicito o e-mail do blog, para que possamos encaminhar as notícias do senador Jorge Yanai.
    Obrigada

    Tuesday, May 11, 2010 at 07:40 | Permalink
  85. Leão wrote:

    :)
    Creio que eles chamariam de ‘mestiço’, pois este termo é usado rotineiramente entre nipo-brasileiros, inclusive para descendentes de japoneses e chineses, japoneses e coreanos, etc. Aqui no AM não são raros os casais formados por nisseis e caboclas (na faculdade tive uma colega que era filha de um casal assim), pois a imigração japonesa foi principalmente para a área rural e do interior do Estado, em especial para Parintins. Os casais formados por japoneses e caboclas são mais raros atualmente, pois a imigração japonesa para o AM é muito pequena hoje em dia. Há um vereador nissei na Câmara Municipal de Manaus, Massami Miki, que foi inclusive autor (junto com o ver. Gilmar Nascimento) do PL da lei que instituiu a Jornada da Consciência Caboca e a Feira Manauara da Cultura Caboca, atendendo solicitação do movimento mestiço.

    Tuesday, May 11, 2010 at 11:11 | Permalink
  86. Administrador wrote:

    Prezada Dra. Joana Paula de Almeida,

    Ficamos felizes em saber da posse de um descendente de japoneses no Senado Federal, o que tem um importantíssimo significado histórico. O e-mail do blog é nacaomestica@nacaomestica.org.

    Cordialmente,

    Leão Alves
    Secretário-geral

    Tuesday, May 11, 2010 at 11:12 | Permalink
  87. Leão wrote:

    Creio que não deva se preocupar, esta política divisionista não tem problema com uma identidade branca; no máximo vai pedir que você escolha em que “território branco” deseja viver, se no português, no italiano, no alemão (não sei se eles já “descobriram” um território espanhol) caso deseje viver nesta nova divisão. Mas terá problemas se disser que é um mestiço caboclo-mulato-cafuzo-etc e que o território étnico do brasileiro e do mestiço brasileiro é do tamanho do Brasil, pois para este governo o mestiço não existe e a mestiçagem brasileira de meio milênio deve ser lamentada pois iria contra a valorização da diversidade.

    Wednesday, May 12, 2010 at 03:59 | Permalink
  88. Henrique Melchiori wrote:

    Todo racismo é negativo, o que eu quis expressar é que, de qualquer forma, o racismo, assim como qualquer outra construção do subconsciente coletivo, passa por estágios, desde o momento que são implantadas, começando por um extremismo grosseiro, quase bárbaro, e com manifestações concretas ( banheiros para brancos e para negros, salas exclusivas em aeroportos, etc. ) para depois passar a um estágio de abstração, de hipocrisia, mesmo de negação daquele primeiro racismo grosseiro em favor de uma relativização hipócrita, de uma espécie de “racismo elegante”, racismo de madame, que se esforça para praticá-lo sem nunca ter que verbalizá-lo ( pois isso seria horrivelmente bárbaro ). Agora, com todas essas batalhas jurídicas por cotas e esse papo-furado politicamente correto dos multiculturalistas ( preservação de cultura “ancestral”, reconhecimento legal das etnias, etc. ), estamos exatamente nessa fase. A meu ver, só a destruição do próprio CONCEITO/MITO “RAÇA” poria fim a esse processo ridículo. Pena que só se pode FALAR e não AGIR…

    Friday, May 14, 2010 at 11:53 | Permalink
  89. Leão wrote:

    Ótimas observações. Há realmente uma espécie de “racismo elegante” desde os ambientes feitos para evitar a convivência com pessoas “inadequadas” ao defendido em teses acadêmicas que trocaram a defesa explícita da preservação racial pela defesa “politicamente correta” da promoção da “diversidade étnica”. O núcleo do racismo está na endogamia, ela pode ser tanto uma endogamia que hostiliza a mistura racial, mas pode ser também uma endogamia que hostiliza a mistura étnica. Destruindo-se apenas o conceito de raça, o endogamismo étnico não é tocado, e pode mesmo beneficiar-se: a mistura racial é também uma referência para avaliar-se o quanto o endogamismo é forte dentro de uma etnia. Para eliminar-se o ‘mito da raça’ é necessário o ‘mito da miscigenação racial’, pois quem acredita em raça e defende a sua preservação acredita também que a miscigenação põe fim à raça.

    Friday, May 14, 2010 at 15:53 | Permalink
  90. Henrique Melchiori wrote:

    Segundo o seu ponto de vista, Leão, ( corrija-me se estiver errado )o termo “Etnia” refere-se a uma cultura ( conjunto de hábitos e tradições ) muito possivelmente tendo a sua identificação e manifestação mais concreta nas linhas imaginárias que mantém as classes sociais separadas dentro da conjuntura nacional e podem muito bem ( como enfim já o fazem ) propagar a idéia de inclusividade racial, de “há oportunidade para todos” de todas as raças, DESDE QUE para adentrarem tal círculo social estejam voluntariamente despidos da SUA cultura-mãe e absorvam a “cultura” da nova classe. Assim sendo, estamos aqui falando de uma “endogamia de classe” e estendendo a discussão para o campo político-econômico e adentrando questões mais complexas ( mas não menos interessantes ).De qualquer forma, é sempre positivo desmascarar os fatos e lutar por uma sociedade em que sejamos valorizados pelo INDIVÍDUO que somos e não por seja lá o que for que REPRESENTAMOS.
    Com certa repugnância, vejo na TV sobre um novo filme nacional prestes a ser lançado, que engrandecerá as tradições das “mamas” da colônia italiana de São Paulo…

    Friday, May 14, 2010 at 19:09 | Permalink
  91. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://twitter.com/REVISTASOSDH

    Wednesday, May 19, 2010 at 20:25 | Permalink
  92. Leão wrote:

    A idéia de família me parece ser a idéia mais próxima de idéia de etnia: a etnia é uma grande família. Nisso ela se distingue da identidade baseada na idéia de “raça pura”: na idéia de “raça pura” a base é unicamente biológica; na etnia embora a sua base também seja biológica, ela também pode incluir pessoas que embora não tenham vínculo biológico, genealógico, são vistas como participantes daquela etnia. Na visão de “raça pura”, se um casal branco adotar uma criaça preta eles continuarão a pertencer a ‘raças’ distintas; na visão étnica, embora a criança seja ‘racialmente’ distinta dos pais, ela será educada dentro da família e se verá e será vista como pertencente àquela família. A etnia, porém, também possui uma base biológica, de parentesco genealógico, distingue-se da identidade baseada na idéia de “raça pura”, porém, porque admite exceções, porque é a idéia de família que prevalece e não de pureza racial. Tanto a etnia quanto a raça, porém, são idéias (ou seja, raça não existe, mas a idéia de raça existe). Por isto um cisto racista pode usar a desculpa de estar apenas defendendo a sua preservação étnica. No Brasil racismo é crime, mas apologia à endogamia não é, embora os dois promovam a divisão do povo brasileiro e atuem contra o processo de mestiçagem que formou a etnia brasileira. A cultura faz parte da etnia, faz parte do sistema que dá à etnia um senso de unidade.
    Existe também ‘endogamia de classe’ e no Brasil onde ainda há uma notória relação entre classe social e raça/cor/composição étnica. A endogamia de classe também tem implicações na endogamia racial e étnica. Concordo que entraríamos numa questão mais complexa; parece-me que determinadas culturas são mais elitistas do que outras (chegando algumas a transformar classe em casta) e no Brasil a diferença de cor/raça/composição étnica entre a elite econômica e as classes sociais com menor renda levanta a questão sobre até que ponto a elite brasileira identifica-se com o restante do povo. Essa identificação é importante, pois fortelece o sentimento de unidade da Nação e a mestiçagem contribui com ela.

    Sunday, May 23, 2010 at 17:00 | Permalink
  93. Patricia Maria Marti wrote:

    Não importa se é mentira o que a veja diz, ME IMPORTA A VERDADE, e a verdade é que a maior parte de Antropologos que conheci ao vivo aqui em Roraima e as galeras das ONGS são antropocentricos, egocentricos, megalomaniacos e egoistas.

    Numa certa epoca tiraram de mim toda minha dignidade e razão de viver. Tudo aconteceu quando me casei com um indigena aqui de roraima.
    Veja os detalhes:
    veja detalhes o que ocorreu comigo em roraima quando quis casar com a pessoa que por acaso indio

    http://boavistaroraima.zip.net/

    e

    yanomami.blogs.sapo.pt

    coloco ai toda a historia narrada do que aconteceu comigo e nÃo DESEJO A NINGUEM NO MUNDO.

    BASEADO SIM EM FATOS REAIS !
    fui alvo de preconceito inimaginavel.

    Friday, May 28, 2010 at 19:15 | Permalink
  94. Comunidade de Quilombolas realizam protesto contra o racismo em Tururu

    321654987 Adailton Caetano, jovem da comunidade quilombola de Conceição dos Caetanos, muito indignado, declarou seu repúdio as ações dos vereadores, dizendo que aquilo jamais poderia ter sido feito, uma vez que vários membros das comunidades tinham participado com seus votos para eleger os vereadores que votaram a favor do requerimento de Antônio Amarildo, que é descendente negro.

    Sob o slogan de “Negros Livres”, foi realizado na manhã de hoje, 10/05, na cidade de Tururu, município localizado ao norte cearense, distante 107 km de Fortaleza, um ato em sinal de protesto contra o racismo, em virtude de um requerimento impetrado pelo vereador Antônio Amarildo Serpa Barroso (PMDB), e subscrito pelos vereadores, Eugênio Sales Alves (PMDB) e Francisco Martins de Sousa (Minha Jóia)- PTN e negado pela Câmara Municipal. O teor do requerimento pedia a retirada das cores pretas nos logradouros, postes, muros e etc. Sabe-se que a cor preta na logomarca da Prefeitura Municipal de Tururu, simboliza as comunidades negras dos Quilombolas existentes neste município.

    As comunidades de Quilombolas de Água Preta e Conceição dos Caetanos do Tururu, apoiadas dos Quilombolas de Nazaré – Itapipoca, além de crianças, adolescentes, adultos e servidores municipais, foram às ruas deste município e se dirigiram até ao Paço Legislativo Municipal, para saber dos vereadores porque votaram a favor deste ato de racismo, uma vez que os negros e seus descentes representam 90% por cento da população de Tururu. Os Edis se desculparam dizendo que não sabiam que a cor preta na logomarca representava população Negra, o vereador Francisco Martins de Sousa, (Minha Jóia), chegou até a se ajoelhar e pediu perdão. Mas os Quilombolas não acreditaram e disseram que vão tomar as medidas judiciais cabíveis inclusive na esfera federal.

    Comunidade se diz abalada com os últimos acontecimentos

    Adailton Caetano, jovem da comunidade quilombola de Conceição dos Caetanos, muito indignado, declarou seu repúdio as ações dos vereadores, dizendo que aquilo jamais poderia ter sido feito, uma vez que vários membros das comunidades tinham participado com seus votos para eleger os vereadores que votaram a favor do requerimento de Antônio Amarildo, que é descendente negro. O Sr. Raimundo Nonato Ferreira Nascimento, 78 anos e D. Antônia Celestina das Chagas, 75 anos, da Comunidade Água Preta, também manifestaram sua tristeza e disseram está muito abalado com o acontecido.

    O articulador político da Rede Social do Comitê de Desenvolvimento de Cultura do Território da Cidadania Vales Curu/Aracatiaçu, Dedé Pacheco, pediu respeito com a população de Tururu, especialmente com as comunidades Quilombolas, disse que estas ações vão ser denunciadas ao Ministério Público, para que os vereadores sejam punidos dentro da Lei.

    Foram muitas horas de acusações e desculpas, porém a comunidade negra não se deixou abater e saiu da Câmara abalada prometendo abrir processo contra os vereadores.

    Requerimento do vereador, Antônio Amarildo Serpa Barroso (PMDB)

    Monday, May 31, 2010 at 20:26 | Permalink
  95. criado par divulgar o racismo e o preconceito de politicos que jugam as pesoas pela cor http://marciorene.blogspot.com/

    Sob o slogan de “Negros Livres”, foi realizado na manhã de hoje, 10/05, na cidade de Tururu, município localizado ao norte cearense, distante 107 km de Fortaleza, um ato em sinal de protesto contra o racismo, em virtude de um requerimento impetrado pelo vereador Antônio Amarildo Serpa Barroso (PMDB), e negado pela Câmara Municipal. O teor do requerimento pedia a retirada das cores pretas nos logradouros, postes, muros e etc. Sabe-se que a cor preta na logomarca da Prefeitura Municipal de Tururu, simboliza as comunidades negras dos Quilombolas existentes neste município.

    As comunidades de Quilombolas de Água Preta e Conceição dos Caetanos do Tururu, apoiadas dos Quilombolas de Nazaré – Itapipoca, além de crianças, adolescentes, adultos e servidores municipais, foram às ruas deste município e se dirigiram até ao Paço Legislativo Municipal, para saber dos vereadores porque votaram a favor deste ato de racismo, uma vez que os negros e seus descentes representam 90% por cento da população de Tururu. Os Edis se desculparam dizendo que não sabiam que a cor preta na logomarca representava população Negra, o vereador Antônio Amarildo (Minha Jóia), chegou até a se ajoelhar e pediu perdão. Mas os Quilombolas não acreditaram e disseram que vão tomar as medidas judiciais cabíveis inclusive na esfera federal.

    Comunidade se diz abalada com os últimos acontecimentos
    Adailton Caetano, jovem da comunidade quilombola de Conceição dos Caetanos, muito indignado, declarou seu repúdio as ações dos vereadores, dizendo que aquilo jamais poderia ter sido feito, uma vez que vários membros das comunidades tinham participado com seus votos para eleger os vereadores que votaram a favor do requerimento de Antônio Amarildo, que é descendente negro. O Sr. Raimundo Nonato Ferreira Nascimento, 78 anos e D. Antônia Celestina das Chagas, 75 anos, da Comunidade Água Preta, também manifestaram sua tristeza e disseram está muito abalado com o acontecido.

    O articulador político da Rede Social do Comitê de Desenvolvimento de Cultura do Território da Cidadania Vales Curu/Aracatiaçu, Dedé Pacheco, pediu respeito com a população de Tururu, especialmente com as comunidades Quilombolas, disse que estas ações vão ser denunciadas ao Ministério Público, para que os vereadores sejam punidos dentro da Lei.

    Monday, May 31, 2010 at 21:27 | Permalink
  96. Gledson Cafe wrote:

    poxa achei muito legal fazerem esse concurso de redaçao,mas so ki nao era pra ser apenas um netbook e sim varias premiaçoes…………
    pow!vamos aumentar essa premiaçao aeee…

    Wednesday, June 2, 2010 at 09:32 | Permalink
  97. danilo wrote:

    graças a deus alguem olha pelos brancos pq hj em dia so negros tem leis q protejam eles,as leis deles naum sao racista,mas essa eh?so pq os benificiados sao brancos?
    eu concordo cm o projeto!

    Wednesday, June 2, 2010 at 11:43 | Permalink
  98. Olá! “Aborto Não PT Não” é um site “pró-vida” para divulgação da política “pró-aborto” do PT.

    ### Por favor nos ajude a divulgar. ###
    ### Para ajudar, você pode colocar um link no seu blog. ###

    http://www.AbortoNaoPtNao.com

    Obrigado!

    Wednesday, June 2, 2010 at 19:28 | Permalink
  99. Administrador wrote:

    Prezado,

    Há um tópico sobre o Estatuto do Nascituro onde a sua postagem seria mais adequada ao tema e possivelmente teria maior divulgação. Quanto à introdução de um link no blog para o site iremos avaliar.

    Felicidades.

    Wednesday, June 2, 2010 at 19:47 | Permalink
  100. Jean Assis wrote:

    é muito importante a redaçao,ela ajuda desafiar a imaginação.é como se escrevessemos nosso proprio livro.adoro redaçao por isso vou participar.

    Saturday, June 5, 2010 at 12:41 | Permalink
  101. Jéssica Andriely wrote:

    é muito importante esse concurso, ele desafia as pessoas a irem alem do possivel e acreditarem que tambem existe um lado virtual, apesar de só um premio rsrsr…..

    Sunday, June 6, 2010 at 13:32 | Permalink
  102. Leão wrote:

    Prezado Márcio,
    As “comunidades de Quilombolas de Água Preta e Conceição dos Caetanos do Tururu” e de “Nazaré – Itapipoca” existem desde que ano?

    Sunday, June 6, 2010 at 14:21 | Permalink
  103. Ronayra de Mesquita wrote:

    Nossa esse concurso e muito bom, pra ser sincera eu nao fazia ideia de quem era esse grande homem, e foi atraves desse concurso que eu passei a me interessar pela fantastica historia de Gilberto Freire.

    Sunday, June 6, 2010 at 20:31 | Permalink
  104. luis carlos wrote:

    é muito bom saber que tem gente que defenderão a democracia racial

    Wednesday, June 9, 2010 at 15:47 | Permalink
  105. Luana Sobreira wrote:

    gostei de mais, e muito importante para a nossa cultura….. esse concurso desafia as pessoas a irem há muito alem!!!

    obrigado mesmo!!!

    Wednesday, June 9, 2010 at 16:23 | Permalink
  106. julia cavalcante wrote:

    - para james maurice

    caso você não saiba, os negros ainda vivem segregados nos estados unidos. negros e brancos não se misturam, é cada um no seu canto. que justiça é essa?

    Thursday, June 10, 2010 at 19:45 | Permalink
  107. eryton allan wrote:

    cara eu tenho que participar desta redação
    isso vai ser muito importante pra min !!!!

    Thursday, June 10, 2010 at 22:03 | Permalink
  108. julia cavalcante wrote:

    muito bom! é extremamente ilógico essa idéia de dividir o brasil entre “negros” e “brancos” e esquecer todas as outras contribuições à formação do povo brasileiro. a quem isso beneficia, eu me pergunto?
    eu sou descendente de africanos, disso eu sei muito bem e nunca escondi, mas também sou descendente de indígenas e portugueses (e judeus portugueses também). pra mim, não faz sentido algum privilegiar um ou outro, se orgulhar disso ou daquilo. eu digo isso porque o que eu sou hoje é resultado de todas essas contribuições e é disso que me orgulho, de toda essa riqueza cultural, de todas essas pessoas de diferentes origens que vieram antes de mim e que me deram a oportunidade de existir.
    eu moro nos estados unidos e odeio quando tenho que preencher algum formulário ou responder à alguma pesquisa e tenho que marcar a que raça eu pertenço. eu sempre penso na palavra “raceless”, ou “sem raça”, pra me descrever. não tenho essa opção, então sempre marco “other” e depois escrevo “multiracial”.
    enfim, é deprimente ver o que está acontecendo. brasil, brasil…

    Friday, June 11, 2010 at 13:58 | Permalink
  109. julia cavalcante wrote:

    e dessa forma as diferentes culturas mestiças dos diferentes cantos do brasil vão sendo extintas. muito triste!
    não entendo essa de colocarem tudo no mesmo saco? o q ganham com isso?

    Friday, June 11, 2010 at 17:44 | Permalink
  110. julia cavalcante wrote:

    Brasil-Caranguejo! Só anda pra trás…

    Saturday, June 12, 2010 at 09:18 | Permalink
  111. Tudo o que Celso Lungaretti comentar…SÔ CONTRA!!!

    Sunday, June 13, 2010 at 13:36 | Permalink
  112. maria eduarda v.c. wrote:

    que grupos deram a origem aos seguintes tipos mestiços;mulatos ou pardos,mamelucos ou caboclos,cafuzos,cabras

    a respos ta tem que ser para amanha dia 15,06,10 as 17;00
    por favor
    ligar no numero 9140-9805

    Monday, June 14, 2010 at 19:42 | Permalink
  113. Silvia Karina Braga wrote:

    Desejo Participar do Evento

    Wednesday, June 16, 2010 at 09:22 | Permalink
  114. Ricardo wrote:

    Excelente artigo, Marx também devia ter ligações com cultos satânicos, segundo este artigo aqui http://timedecristo.wordpress.com/2010/04/21/karl-marx-e-seu-livro-%E2%80%9Coulanem%E2%80%9D-o-satanismo-no-comunismo/

    Monday, June 21, 2010 at 03:28 | Permalink
  115. Administrador wrote:

    Após a analise e julgamento conforme a temática abordada foram selecionados as seguintes redações:
    1º Lugar:Leidiane Vasconcelos
    E.E. Homero de Miranda Leão
    Serie:2º Turma 01
    Coordenadoria Distrital 06.
    Premiação:
    · 01 Netbook
    · Data de entrega do prêmio: 24/06/10
    · Horário da Entrega: às 13h: 00min.
    · Local da Entrega: Na Assembleia Legislativa, em Sessão Solene pela passagem do Dia do Mestiço.
    2º Lugar:Rosiane Gomes de Mesquita Cunha
    E.E. Deputado José Claudio de Sousa
    Serie:2º Turma 02
    Coordenadoria Distrital 05.
    Premiação:
    · 01 Netbook
    · Data de entrega do prêmio: 24/06/10
    · Horário da Entrega: às 13h: 00min.
    · Local da Entrega: Na Assembleia Legislativa, em Sessão Solene pela passagem do Dia do Mestiço.
    3º Lugar:Patricia Tenório de Souza Almeida
    E.E. Marcantonio Vilaça II
    Serie:2º Turma B
    Coordenadoria Distrital 06.
    Premiação:
    · Certificado.
    · Data de entrega do prêmio: 24/06/10
    · Horário da Entrega: às 13h: 00min.
    · Local da Entrega: Na Assembleia Legislativa, em Sessão Solene pela passagem do Dia do Mestiço.

    Monday, June 21, 2010 at 23:17 | Permalink
  116. Estou muito feliz por ter participado deste concurso e principalmente por ter tido alcançado o primeiro lugar, agradeço á Deus por isso e a minha mãe e a minha professora Conceição….bjs
    Leidy.Rooox

    Tuesday, June 22, 2010 at 10:16 | Permalink
  117. MARCOS VASCONCELOS wrote:

    FICO BASTANTE FELIZ POR MINHA SOBRINHA TER GANHO ESTE CONCURSO E, ACREDITO QUE TODOS OS JOVENS E ATÉ MESMO OS ADULTOS, SE MOTIVEM Á PRÁTICA DA LEITURA, PESQUISA E INOVAÇÃO CONTEXTUAL.
    ABRAÇOS

    Friday, June 25, 2010 at 09:37 | Permalink
  118. David Kura Minuzzo wrote:

    Abaixo assinado contra o Desvirtuamento do Espírito do Programa de Ações Afirmativas nas Universidades Federais

    O Movimento contra o Desvirtuamento do Espírito da Política de Ações Afirmativas no ensino superior, criado por estudantes gaúchos em 2008 inconformado com as ilegalidades e discriminações praticadas nos concursos vestibulares e com a falta de critérios justos para a seleção dos cotistas encaminhou pedidos de providências ao Ministério de Educação, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria da República de Defesa do Cidadão, à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, à Polícia Federal. Um expressivo número de estudantes ajuizou ações na Justiça Federal e muitos que haviam sido preteridos por cotistas foram matriculados com liminar e estão já freqüentando o 5º semestre de diversos cursos na UFRGS.
    Desde o vestibular de 2008, as irregularidades continuam: ricos ingressam nas vagas que deveriam ser preenchidas pelos pobres e estudantes de classe média, com excelente desempenho, são preteridos por cotistas que frequentam os melhores cursos pré-vestibulares e por estudantes oriundos de escolas públicas de excelência (Instituto de Educação e Colégio Militar etc.). Os editais dos concursos vestibulares não exigem qualquer comprovação de hipossuficiência e as cotas sociais, em todo o país, estão beneficiando quem não deveria ser beneficiado, enquanto os melhor preparados perdem injustamente as vagas para estudantes com péssimo desempenho.
    Lamentavelmente em nosso país tem sido sempre assim, quando uma lei ou resolução (ainda não existe lei das cotas sociais, mas os reitores legislam) é editada para proteger os mais pobres, sempre acaba beneficiando os afilhados das universidades. O desvirtuamento do espírito das reservas de vagas sempre causou problemas pelos atos de abuso/desvio de poder das autoridades administrativas das universidades. O Movimento contra o Desvirtuamento do Espírito das Cotas Sociais, através de seus representantes conseguiu provar nos processos que tramitam na Justiça Federal do RS e TRF4, que os cotistas selecionados nos concursos vestibulares da UFRGS residem em mansões, apartamentos de cobertura, em bairros nobres da cidade ou ainda em luxuosos condomínios fechados e viajam para o exterior após o vestibular (como prêmio por haverem ingressado nos cursos mais concorridos, apesar de péssimo desempenho) e fazem brincadeiras no Orkut: “acertei uma única questão, estou aqui em Nova York e passei na Medicina” (na UFRGS).
    Dentre as conquistas informamos que recentemente a Procuradoria da Republica no RS (Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão – PRDC) instaurou Ação Civil Pública para apurar as irregularidades denunciadas pelos estudantes e expediu Recomendação ao reitor da UFRGS para corrigir o edital do próximo Concurso Vestibular. Conforme notícia publicada em 19 de fevereiro de 2010 no site da Procuradoria Federal, assinada pelo Procurador JULIO CARLOS SCHWONKE DE CASTRO JUNIOR. Solicitamos aos estudantes, aos pais, aos professores e a todos que estiverem a favor dessa causa contra o Desvirtuamento do Espírito das Cotas Sociais nas Universidades Públicas, que assinem o abaixo assinado, o qual será encaminhado aos representantes dos três poderes para providências (Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo) e, também para o Ministro de Educação e Ministro da Justiça.
    Dentro de seis meses um novo vestibular será aplicado na UFRGS. Além de estudar muito é necessário manifestar uma posição contrária ao desvirtuamento e assim garantir a vaga numa disputa justa. Participando do abaixo-assinado estaremos demonstrando cidadania e preocupação com as verdadeiras Políticas de Ações Afirmativas.
    Porém antes de assinar, para que não paire qualquer dúvida quanto à legitimidade e seriedade do Movimento, acesse nosso Blog.
    Para acessar o Blog do Movimento Contra o Desvirtuamento e assinar:
    http://desvirtuamentoufrgs.blogspot.com/2010/06/abaixo-assinado-contra-o-desvirtuamento.html
    Ou então acesse direto o abaixo-assinado em:
    http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/6267/1

    Saturday, June 26, 2010 at 23:08 | Permalink
  119. Congratulations!

    Wednesday, June 30, 2010 at 12:29 | Permalink
  120. Todos estão de parabéns. Os patrocinadores e os premiados. Sugiro que outro concurso seja preparado tratando de tema político. A Nação Mestiça Brasileira precisa urgentemente despertar para uma maior e melhor conscientização política. Sem ardoroso enganjamento politico a nobre causa mestiça não decola.

    Friday, July 2, 2010 at 19:54 | Permalink
  121. Administrador wrote:

    Thank you!

    Saturday, July 3, 2010 at 00:37 | Permalink
  122. Leão wrote:

    Sobre maus tratos a animais, deixo um link para um “Abaixo-assinado ao Governador do Estado de São Paulo para a criação de delegacias de proteção animal na capital”: http://www.cao.com.br/

    Monday, July 5, 2010 at 20:42 | Permalink
  123. Patrícia Tenório wrote:

    O concurso foi ótimo, e percebi quais era os reais critérios da redação; mesmo com o 3º lugar, me sinto honrada e feliz .

    Tuesday, July 6, 2010 at 23:44 | Permalink
  124. Leão wrote:

    Prezada Patrícia,

    Ouvi a sua leitura de sua redação na Sessão Especial da ALE no dia 24 de junho em homenagem ao Dia do Mestiço e ao Dia do Caboclo e o texto estava muito bom. Parabéns.

    Saturday, July 10, 2010 at 21:33 | Permalink
  125. Bom dia
    E para mim de muita importancia poder escrever para o Senhor a redação e fundamental para cada um de nós atraves do sentivos que estão dando, ao realizar este tâo importante que é a redação;
    MUITO OBRIGADO CONTINUE sempre neste proposito de sentiva as pessoa a escrever a redação que faz bem.
    Deus te abençoe

    Saturday, July 17, 2010 at 11:40 | Permalink
  126. Leão wrote:

    Este tipo de apoio remete a uma ideologia supremacista que acredita que o Brasil deve ter uma elite branca para governá-lo:

    “Uma posição presente nesse debate ainda desconhecida no Brasil é aquela defendida pelo pesquisador racial nazista Heinrich Krieger. Num ensaio publicado em 1940, Krieger busca dar razão a Nina Rodrigues quando este mostra as conseqüências deletérias da mistura de raças. Conforme Krieger, os mestiços são degenerados, sem pertença racial definida, enquanto os negros, a despeito de sua inferioridade intelectual, constituíam uma raça pura. O autor chega mesmo a elogiar a nascente Frente Negra Brasileira, que celebrava, segundo ele, o orgulho racial de um grupo puro, em distinção ao festejamento das misturas raciais já então dominante. Krieger questiona a qualidade técnica das estatísticas de Oliveira Vianna demonstrando que, a persisitirem os cruzamentos inter–raciais, ter–se–ia no Brasil, ao contrário do gradativo branqueamento prognosticado, um rápido escurecimento da população. Através de uma política conseqüente que fizesse evitar os casamentos inter–raciais poder–se–ia, contudo, conforme Krieger, manter preservado um grupo ariano com as faculdades necessárias para as funções de direção da sociedade, abrindo–se assim as possibilidades para o florescimento de uma nação progressista governada pelos grupos brancos.”

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702001000100010

    Monday, July 26, 2010 at 00:26 | Permalink
  127. Joka wrote:

    Tá mais do que na vista o que os EEUU querem. Não vê quem não quer…

    Friday, July 30, 2010 at 15:22 | Permalink
  128. nossas comunidades de Tururu existem a mais de 150 anos e hoje estarmos passando por situações desagradável por as pessoas ainda julgarem os outros pela cor.

    EM RELAÇÃO A COMUNIDADE DE AZARE NÃO SEI LI INFORMA.

    MAIS PODEREI MAIN INFORMA MEU CONTATO E MARCIO-84@HOTMAIL.COM

    85-92219307

    Friday, July 30, 2010 at 19:26 | Permalink
  129. Não basta vê-los escuros, como eles são aos olhos claros. É preciso torná-los disformes: máscaras. Seres humanos sim, mas desde que entre o grotesco e o horrendo. Se “o homem” em geral até pode ser “descendente do macaco”, é o negro quem deve ser a prova disso, e a aparência entre um e outro precisa ser sempre reinventada, reevocada. Sujeitos da noite, que sejam a imagem dos símbolos das trevas, da escuridão sem a lua “branca e diáfana” dos tempos dos poetas e dos escravos, que a banhe de luz. Trazidos para serem servos, que o próprio corpo se antecipe em ser grosseiramente a evidência e, portanto, a justificativa da servidão: pouco inteligente, mas sem dúvida alguma forte e resistente para o trabalho braçal; ruim para os ofícios nobres do branco, inclusive os da guerra, mas afeito a qualquer esforço que ao branco não lhe pareça bem.

    Há destinos, pensava-se ainda, que estão escritos na pele, na “natureza da raça”, e isso deve ser irremovível: a biologia rege a história. Eis o negro: um corpo ágil e até mesmo belo à distância, como tudo o que, sendo negro, atrai de longe e horroriza ou provoca temor quando de perto: a pantera, o gato preto, o urubu ( de longe parecido também com a gaivota, que pode ser branca e sugere o mar, o limpo e o altivo).

    Bem a meio caminho entre o ser humano realizado em sua plenitude, na pessoa genérica do corpo alvo do branco, e o reino proximamente infra-humano dos animais vizinhos, que o negro seja a exata pessoa do animal desumanizado. Tudo o que parece justificar uma tal posição cai fácil na lógica da desqualificação do ser negro.

    Pois esses corpos não são apenas feios onde o do branco é belo. Não são apenas horrendos em suas formas mais extremas, isto é, mais propriamente “negras” aos olhos do branco, onde o branco é para ser modelo da norma do bem. Eles precisam ser em tudo o desvalor da própria imagem do ser humano, porque ao olho que olha e julga como narciso, um mal do corpo puxa o outro. Se são feios, são também ameaçadores, disformes e sujos. Fedem por conta própria, ali onde um corpo de branco apenas cheiraria ao esforço do trabalho. São corpos dados à ruindade: “coisa ruim”. Malcheirosos como sina da espécie: “todo negro fede”, assim como “nêgo que não caga na entrada, suja na saída”. Claro, afinal qual o odor da escolha dos povos enegrecidos por séculos de servidão?

    De resto, basta ver como a vida cotidiana, segundo alguns, completa na cultura aquilo que, acreditam, a natureza começou a fazer antes, para separar, no corpo dos diferentes, o valor da norma do desvio da imperfeição. Se em si mesmo são tão feios – e têm que o ser, pois são negros – se são sujos e fedorentos, recobrem-se disto e completam com o penteado grosseiro em cabelos irremediáveis o perfil desgraçado de um ser que foi afinal criado para não ser mais do que “isto”.

    Há músicas populares, várias delas de carnaval, em que a figura diminuída do negro é o motivo da troça. Claro, não é preciso imaginá-los sempre seminus ou aos farrapos, e pelo menos os últimos filmes norte-americanos sugerem negros vestidos de “branco”, isto é, alçados à sua aparência exterior, sem deixar de serem negros. Não é preciso, ainda que choque muito mais ver nas ruas um branco claro mendigo do que um alguém de “pele escura”. Mesmo quando vestidos de gente do trabalho, ao olhar educado para o preconceito sempre é fácil identificar nesses homens e mulheres supostamente “fora do seu galho” um jeito negro de andar, de por o corpo sentado, de vestir e de falar, de sentir e ser. Como se em todas as faces e todos os gestos do corpo da pessoa, para além e aquém da norma culta, houvesse naturalmente um tamanho exagerado do pé, uma forma mais animalmente desajeitada e deseducada da mão, uma ampliação de tal animalidade no volume bestial da boca e do nariz, quanto mais medidos como grossos e escuros frente aos “lábios finos” do homem branco, tanto mais “de negro”. E, por isso, negra ou, de preferência, mulata, a mulher “escura” chega a ser bela e desejável a esse olhar quando, pelo menos, tem os lábios e o nariz finos, se possível debaixo de um cabelo “esticado” para não ser “ruim”. Essa “carapinha” selvagem como os matos de onde devem ter vindo os seus ancestrais; “ruim”, incapaz do trato. Algo maldito por natureza e cujo único destino de salvação é ser “esticado”, “alisado”, tornado mais semelhante ao do branco, com esforço persistente; semelhança que condena o negro a ver-se escapado da sina do “bicho” pelo caminho que o leva da falta à farsa.

    Pois esse trabalho de domar no corpo negro os sinais da “raça” serve, pensam, não apenas para torná-lo mais civilizado, mas para reduzir nisso o negro a alguém que afinal possa ser pensado como menos perigoso e disforme pelo simples fato de ser como é. Por isso mesmo, tudo o que falta ou excede em seu corpo, diante da imagem da norma, deve ser buscado no modelo do branco: “branquear”, eis a palavra-chave, tornar mais liso, mais fino, mais claro. E depois domar os gestos. Civilizar-se: ser nunca tanto como o branco, mas já não mais exatamente um negro.

    Porque segundo a lógica da norma branca, se isso é o melhor para o negro (assim como se antecipa com suspiros de alívio que o resultado da “mistura” de corpos é um branqueamento da “raça” que nos salvaria de sermos um país de negros, ainda que ameaçados de sermos de mulatos), sabe-se que tudo não passa de um disfarce. Pois se o branco se dá à mostra e realça no tecido do corpo o que ofereça mais evidência dos sinais visíveis de sua condição, o destino do negro é a ameaça de ser “ridículo”, ao tentar deixar de ser “grosseiro”. Vejamos a diferença na própria cor simbólica da pele. Quando uma mulher branca vai à praia “pegar um bronzeado”, o que ela almeja não é nunca aproximar-se do negro, sequer da “cor mulata”, limites perversos da escala das cores realizada nos homens. Ela quer dar ao branco o seu tom ideal, assim como com cosméticos ela realça a curva dos olhos e a dos lábios. Pois tudo o que no negro precisa ser o disfarce, no branco deve ser o realce: fazer a excelência de sua condição, estampada na pele, ser mais ela mesma. Basta pensar a idéia de “moreno” quando aplicada a brancos e negros. Nos brancos ela qualifica para melhor o próprio estado do ser, dado que ser muito branco é feio e dá uma visível idéia de fraqueza, de doença e de ausência de valor erótico. Nos negros ela ajuda a disfarçar o próprio nome dado ao ser, algo que visivelmente ofende quando é sequer pronunciado a secas. As estatísticas e pesquisas, quando envolvem a confissão da cor da pele, registram uma infinidade de termos que dissolvem na fala o estigma da “raça”: “moreno” (”morena jambo”, “morena escura”, “morena índia”, são nomes comuns então).

    I | II | III | galeria

    Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador. Desse modo, tivemos a experiência de ser negro em diversos países e de constatar algumas das manifestações dos choques culturais correspondentes. Cada uma dessas vivências foi diferente de qualquer outra, e todas elas diversas da própria experiência brasileira. As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustificável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina oficial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito.

    500 anos de culpa

    Agora, chega o ano 2000 e a necessidade de celebrar conjuntamente a construção unitária da nação. Então é ao menos preciso renovar o discurso nacional racialista. Moral da história: 500 anos de culpa, 1 ano de desculpa. Mas as desculpas vêm apenas de um ator histórico do jogo do poder, a Igreja Católica! O próprio presidente da República considera-se quitado porque nomeou um bravo general negro para a sua Casa Militar e uma notável mulher negra para a sua Casa Cultural. Ele se esqueceu de que falta nomear todos os negros para a grande Casa Brasileira. Por enquanto, para o ministro da Educação, basta que continuem a frequentar as piores escolas e, para o ministro da Justiça, é suficiente manter reservas negras como se criam reservas indígenas. A questão não é tratada eticamente. Faltam muitas coisas para ultrapassar o palavrório retórico e os gestos cerimoniais e alcançar uma ação política consequente. Ou os negros deverão esperar mais outro século para obter o direito a uma participação plena na vida nacional? Que outras reflexões podem ser feitas, quando se aproxima o aniversário da Abolição da Escravatura, uma dessas datas nas quais os negros brasileiros são autorizados a fazer, de forma pública, mas quase solitária, sua catarse anual?

    Hipocrisia permanente

    No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica.

    Marcas visíveis

    Que fazer? Cremos que a discussão desse problema poderia partir de três dados de base: a corporeidade, a individualidade e a cidadania. A corporeidade implica dados objetivos, ainda que sua interpretação possa ser subjetiva; a individualidade inclui dados subjetivos, ainda que possa ser discutida objetivamente. Com a verdadeira cidadania, cada qual é o igual de todos os outros e a força do indivíduo, seja ele quem for, iguala-se à força do Estado ou de outra qualquer forma de poder: a cidadania define-se teoricamente por franquias políticas, de que se pode efetivamente dispor, acima e além da corporeidade e da individualidade, mas, na prática brasileira, ela se exerce em função da posição relativa de cada um na esfera social.
    Costuma-se dizer que uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil é que lá existe uma linha de cor e aqui não. Em si mesma, essa distinção é pouco mais do que alegórica, pois não podemos aqui inventar essa famosa linha de cor. Mas a verdade é que, no caso brasileiro, o corpo da pessoa também se impõe como uma marca visível e é frequente privilegiar a aparência como condição primeira de objetivação e de julgamento, criando uma linha demarcatória, que identifica e separa, a despeito das pretensões de individualidade e de cidadania do outro. Então, a própria subjetividade e a dos demais esbarram no dado ostensivo da corporeidade cuja avaliação, no entanto, é preconceituosa.
    A individualidade é uma conquista demorada e sofrida, formada de heranças e aquisições culturais, de atitudes aprendidas e inventadas e de formas de agir e de reagir, uma construção que, ao mesmo tempo, é social, emocional e intelectual, mas constitui um patrimônio privado, cujo valor intrínseco não muda a avaliação extrínseca, nem a valoração objetiva da pessoa, diante de outro olhar. No Brasil, onde a cidadania é, geralmente, mutilada, o caso dos negros é emblemático. Os interesses cristalizados, que produziram convicções escravocratas arraigadas, mantêm os estereótipos, que não ficam no limite do simbólico, incidindo sobre os demais aspectos das relações sociais. Na esfera pública, o corpo acaba por ter um peso maior do que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade.
    Peço desculpas pela deriva autobiográfica. Mas quantas vezes tive, sobretudo neste ano de comemorações, de vigorosamente recusar a participação em atos públicos e programas de mídia ao sentir que o objetivo do produtor de eventos era a utilização do meu corpo como negro -imagem fácil- e não as minhas aquisições intelectuais, após uma vida longa e produtiva. Sem dúvida, o homem é o seu corpo, a sua consciência, a sua socialidade, o que inclui sua cidadania. Mas a conquista, por cada um, da consciência não suprime a realidade social de seu corpo nem lhe amplia a efetividade da cidadania. Talvez seja essa uma das razões pelas quais, no Brasil, o debate sobre os negros é prisioneiro de uma ética enviesada. E esta seria mais uma manifestação da ambiguidade a que já nos referimos, cuja primeira consequência é esvaziar o debate de sua gravidade e de seu conteúdo nacional.

    Olhar enviesado

    Enfrentar a questão seria, então, em primeiro lugar, criar a possibilidade de reequacioná-la diante da opinião, e aqui entra o papel da escola e, também, certamente, muito mais, o papel frequentemente negativo da mídia, conduzida a tudo transformar em “faits-divers”, em lugar de aprofundar as análises. A coisa fica pior com a preferência atual pelos chamados temas de comportamento, o que limita, ainda mais, o enfrentamento do tema no seu âmago. E há, também, a displicência deliberada dos governos e partidos, no geral desinteressados do problema, tratado muito mais em termos eleitorais que propriamente em termos políticos. Desse modo, o assunto é empurrado para um amanhã que nunca chega.
    Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver “subido na vida”.
    Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil.

    Artigo escrito por Milton Santos, geógrafo, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
    Fonte: Folha de S.Paulo – Mais – brasil 501 d.c. – 07 de maio de 2000

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    Ética enviesada da sociedade branca desvia enfrentamento do problema negro

    Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador. Desse modo, tivemos a experiência de ser negro em diversos países e de constatar algumas das manifestações dos choques culturais correspondentes. Cada uma dessas vivências foi diferente de qualquer outra, e todas elas diversas da própria experiência brasileira. As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustificável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina oficial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito.

    500 anos de culpa

    Agora, chega o ano 2000 e a necessidade de celebrar conjuntamente a construção unitária da nação. Então é ao menos preciso renovar o discurso nacional racialista. Moral da história: 500 anos de culpa, 1 ano de desculpa. Mas as desculpas vêm apenas de um ator histórico do jogo do poder, a Igreja Católica! O próprio presidente da República considera-se quitado porque nomeou um bravo general negro para a sua Casa Militar e uma notável mulher negra para a sua Casa Cultural. Ele se esqueceu de que falta nomear todos os negros para a grande Casa Brasileira. Por enquanto, para o ministro da Educação, basta que continuem a frequentar as piores escolas e, para o ministro da Justiça, é suficiente manter reservas negras como se criam reservas indígenas. A questão não é tratada eticamente. Faltam muitas coisas para ultrapassar o palavrório retórico e os gestos cerimoniais e alcançar uma ação política consequente. Ou os negros deverão esperar mais outro século para obter o direito a uma participação plena na vida nacional? Que outras reflexões podem ser feitas, quando se aproxima o aniversário da Abolição da Escravatura, uma dessas datas nas quais os negros brasileiros são autorizados a fazer, de forma pública, mas quase solitária, sua catarse anual?

    Hipocrisia permanente

    No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica.

    Marcas visíveis

    Que fazer? Cremos que a discussão desse problema poderia partir de três dados de base: a corporeidade, a individualidade e a cidadania. A corporeidade implica dados objetivos, ainda que sua interpretação possa ser subjetiva; a individualidade inclui dados subjetivos, ainda que possa ser discutida objetivamente. Com a verdadeira cidadania, cada qual é o igual de todos os outros e a força do indivíduo, seja ele quem for, iguala-se à força do Estado ou de outra qualquer forma de poder: a cidadania define-se teoricamente por franquias políticas, de que se pode efetivamente dispor, acima e além da corporeidade e da individualidade, mas, na prática brasileira, ela se exerce em função da posição relativa de cada um na esfera social.
    Costuma-se dizer que uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil é que lá existe uma linha de cor e aqui não. Em si mesma, essa distinção é pouco mais do que alegórica, pois não podemos aqui inventar essa famosa linha de cor. Mas a verdade é que, no caso brasileiro, o corpo da pessoa também se impõe como uma marca visível e é frequente privilegiar a aparência como condição primeira de objetivação e de julgamento, criando uma linha demarcatória, que identifica e separa, a despeito das pretensões de individualidade e de cidadania do outro. Então, a própria subjetividade e a dos demais esbarram no dado ostensivo da corporeidade cuja avaliação, no entanto, é preconceituosa.
    A individualidade é uma conquista demorada e sofrida, formada de heranças e aquisições culturais, de atitudes aprendidas e inventadas e de formas de agir e de reagir, uma construção que, ao mesmo tempo, é social, emocional e intelectual, mas constitui um patrimônio privado, cujo valor intrínseco não muda a avaliação extrínseca, nem a valoração objetiva da pessoa, diante de outro olhar. No Brasil, onde a cidadania é, geralmente, mutilada, o caso dos negros é emblemático. Os interesses cristalizados, que produziram convicções escravocratas arraigadas, mantêm os estereótipos, que não ficam no limite do simbólico, incidindo sobre os demais aspectos das relações sociais. Na esfera pública, o corpo acaba por ter um peso maior do que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade.
    Peço desculpas pela deriva autobiográfica. Mas quantas vezes tive, sobretudo neste ano de comemorações, de vigorosamente recusar a participação em atos públicos e programas de mídia ao sentir que o objetivo do produtor de eventos era a utilização do meu corpo como negro -imagem fácil- e não as minhas aquisições intelectuais, após uma vida longa e produtiva. Sem dúvida, o homem é o seu corpo, a sua consciência, a sua socialidade, o que inclui sua cidadania. Mas a conquista, por cada um, da consciência não suprime a realidade social de seu corpo nem lhe amplia a efetividade da cidadania. Talvez seja essa uma das razões pelas quais, no Brasil, o debate sobre os negros é prisioneiro de uma ética enviesada. E esta seria mais uma manifestação da ambiguidade a que já nos referimos, cuja primeira consequência é esvaziar o debate de sua gravidade e de seu conteúdo nacional.

    Olhar enviesado

    Enfrentar a questão seria, então, em primeiro lugar, criar a possibilidade de reequacioná-la diante da opinião, e aqui entra o papel da escola e, também, certamente, muito mais, o papel frequentemente negativo da mídia, conduzida a tudo transformar em “faits-divers”, em lugar de aprofundar as análises. A coisa fica pior com a preferência atual pelos chamados temas de comportamento, o que limita, ainda mais, o enfrentamento do tema no seu âmago. E há, também, a displicência deliberada dos governos e partidos, no geral desinteressados do problema, tratado muito mais em termos eleitorais que propriamente em termos políticos. Desse modo, o assunto é empurrado para um amanhã que nunca chega.
    Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver “subido na vida”.
    Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil.

    Artigo escrito por Milton Santos, geógrafo, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
    Fonte: Folha de S.Paulo

    http://www.studium.iar.unicamp.br/11/6.html?
    studium=index.html

    Friday, July 30, 2010 at 19:48 | Permalink
  130. Júlio Prata wrote:

    O Brasil vai rachar se contiua assim.

    Saturday, July 31, 2010 at 15:42 | Permalink
  131. Peter wrote:

    Nao ta EEUU mesmo, sino que a oligarcia financiera da Wall Street e City of London na inglaterra.

    Sunday, August 1, 2010 at 22:46 | Permalink
  132. Elifas Araujo wrote:

    Espero que não haja traços de “xenofobia” na atitude desse jovens. Tenho 70 anos, saí de Fortaleza com 14 anos e morei bastante tempo em várias reriões deste nosso grande e bonito Brasil. Nessa vivência ví muitas manifestações de preconceito sobre(principalmente) nordestinos.Em alguns casos via ingenuidade, noutros apenas brincadeira, mas em muitas ocasiões tratava-ve de sentimento verdadeiro. Entretanto concordo com a reclamação desses moços e moças. O que temos que fazer patriocamente é cada qual cantar em prosa e versos a sua cidade natal, o Estado da federação da sua cidade e esse nosso Brasil. Isso feito vamos ficar conhecendo profundamente nossa cidade e paralelamente, conheceremos as demais, porque é da natureza humana ser curioso, o que nos levará a ler sobre os outros Estados. Se cada Estado da federação disponibilizasse o seu “”diário” a todos o problemas que essa turma apresenta seria muito menor, ou talvêz não existisse.

    Saturday, August 7, 2010 at 16:11 | Permalink
  133. waldir wrote:

    SE RACISMO FOSSE BOM DEUS NÃO CRIARIA VARIAS CORES,BRANCA NEGRA E AMARELA OQUE MAIS ME ADMIRA NESSES JOVENS PAULISTA É ELES NÃO INVESTIGAREM SUAS VERDADEIRAS ORIGENS SERÁ QUE SÃO DE RAÇA PURA SEM NEHUMA MISTURA QUE DEIXA O POVO BRASILEIRO UM DOS MAIS BONITOS DO MUNDO.

    Saturday, August 7, 2010 at 18:56 | Permalink
  134. Leão wrote:

    Creio que se deve respeitar a cultura regional, o que não é o mesmo de bloquear as misturas e influências mútuas espontâneas destas. Aqui no AM nós temos sofrido a imposição da política federal de eliminação da identidade mestiça e divisão do Brasil entre negros e brancos, o que implica em desvalorização oficial da cultura caboca.

    Infelizmente a reclamação deles não é apenas que seja também ensinada a cultura paulista, mas há queixas contra a imigração nordestina em si, o que é inaceitável. O Brasil pertence a todos os brasileiros.

    Esta passagem do pronunciamento dele retorna a questão do supremacismo e do imigrantismo que promoveu a vinda de milhões de brancos europeus no séx. XIX e XX:

    ” É um movimento organizado. São centenas de jovens em todo o Estado. Tem sede em Ribeirão Preto, Sorocaba, Campinas, Santos, São José dos Campos e na cidade de São Paulo. Geralmente, são de famílias italianas. Também são grupos de universitários.”

    Já havia nordestinos em São Paulo bem antes das imigrações italianas.

    Não parece ser somente uma questão regional, mas também há um componente racial: a maioria absoluta destes imigrantes nordestinos são mestiços.

    Saturday, August 7, 2010 at 22:17 | Permalink
  135. carlos a kfouri wrote:

    Willian Godoy Navarro.Algum nome brasileiro?Não me parece.Em outras palavras, nada aprendeu com a história de sua família e a ddele mesmo.Tão jovem e já tão reacionário.

    Sunday, August 8, 2010 at 01:49 | Permalink
  136. Jaime Cerqueira wrote:

    Sabe o que isso me parece? Um bando de fracassados, filhos de fracassados que não conseguem garantir seu próprio bem estar em sua própria terra. Duvido muito que tenha algum paulistano bem sucedido apoiando esse movimento patético.

    E antes que eu me esqueça os supostos “mártires” de 1932 não passavam de golpistas disfarçados de tal forma que tiveram exatamente o que mereciam.

    Monday, August 9, 2010 at 03:36 | Permalink
  137. MANOEL SORIANO NETO wrote:

    Excelente o artigo do CVel Paiva! Traa-se de um verdadeiro alerta contra a iminente internacionalização da Amazônia brasileira. As nações hegemônicas querem trqanformá-la em um imenso “almoxarifado do G-7″. A sua “kosovonização”, como assinala o arguto autor do referido artigo, está se fazendo sem que nõs nos demos conta. Basta ver o recente relatório da ABIN acerca da criação de um Estado independente em Roraima. A formação de “nações indígenas” é fato consabido e não “delírio de paranóicos” ou “teoria da conspiração. É, sim, um crime de lesa-pátria que devemos evitar de qualquer forma!
    Palmas, pois, muitas palmas, para o brado patriótico de perigo à vista que é dado no trabalho do brilhante oficial de Estado-Maior de nosso glorioso e invicto Exército Brasileiro!
    Manoel Soriano Neto Coronel, Historiador Militar.

    Tuesday, August 10, 2010 at 00:00 | Permalink
  138. Eduardo wrote:

    Puro Lixo Nazi-Fascista

    Eu também sou paulista, e sei separar o joio do trigo, para saber que em nosso nome e Estado, eles (Nazi-Fascistas) só receberão é ferro grosso e pessado na cabeça.
    Entendo muito bem que o ‘Trabalhador Nordestino’ construiu esta cidade, junto com outros Brasileiros de muitas origens, com muito esforço e sacrificio, e não são merecedores de nossa inglatidão, pelo contrario são merecedores desta casa tambêm.

    Bem Vindos Nordestinos, esta tambêm é a casa de vocês, nos ajudem a unir o mundo e não dividilo, vamos caminhar de braços dados ou não, derrubando estas fronteiras do odio no mundo, contra todo e qualquer bode espiratorio, que os Nazi-fascistas, elejam para justificar os seus fins tiranicos.

    Solidariedade Internacional de Resistencia Popular contra a opreção, a exploração, o racismo e a iguinorancia.

    ‘Minha Patria é o Mundo, e minha Familia é a Humanidade’

    Tuesday, August 10, 2010 at 11:52 | Permalink
  139. Verdade wrote:

    Não entendo o manifesto como sendo de cunho racista, mas a questão quais as conseqüências do Manifesto? E sobre ser brasileiro, imagino que da mesma forma que uma pessoa tenha o direito de se sentir brasileiro os paulistas também podem ter o direito de serem paulistas.

    Tuesday, August 10, 2010 at 12:09 | Permalink
  140. Leão wrote:

    Separatistas e racistas são traidores da Pátria. Não é o nordestino, mas este tipo de pessoa é que é um problema para o desenvolvimento do país. Esta idéia de isolar brasileiros mostra o sentimento elitista e egoísta deles.

    Ninguém está proibindo paulistas de promoverem a cultura paulista. Os nordestinos não estão. Para que paulistas sintam-se paulistas não é preciso impedir que brasileiros nordestinos migrem para São Paulo.

    Não existe este “da mesma forma”: não há conflito entre ser paulista e ser brasileiro.

    Por falar nisto, o que seria necessário na sua opinião para alguém “ser paulista”? O problema é unicamente com imigrantes nordestinos?

    Tuesday, August 10, 2010 at 18:54 | Permalink
  141. Leão wrote:

    Além dos “brasileiros de origem europeia impedidos de transitar livremente” pelo país, já há também um projeto do deputado Vanhoni (PT-PR) para criar “territórios brancos” de preservação racial.

    Há um artigo esclarecedor sobre isto em http://nacaomestica.org/blog4/?p=2018

    Tuesday, August 10, 2010 at 19:54 | Permalink
  142. paulo ricardo wrote:

    É absolutamente assustador! Aonde está o Conselho De Defesa Nacional para fazer cessar a pulverização da nacionalidade da Pátria Brasileira?

    Wednesday, August 11, 2010 at 16:19 | Permalink
  143. Leão wrote:

    Este quase silêncio na grande mídia sobre este projeto em contraste com a cobertura sobre os neoquilombos, demarcações de terras indígenas e cotas raciais nos faz ficar meditando se o racismo e o supremacismo branco no Brasil é mais poderoso e atuante do que se imagina.

    Parabéns pelo artigo. Muito importante.

    Thursday, August 12, 2010 at 20:26 | Permalink
  144. Luana Vieira RJ wrote:

    Como já havia dito antes isso é um absurdo e é preciso nos manifestarmos em relação a isso.
    Pode ter certeza que tem dedinho estrangeiro nisso como todos aqui sabemos é melhor SEPARAR para melhor DOMINAR!
    Vamos a luta brasileiros!!!

    Friday, August 13, 2010 at 18:25 | Permalink
  145. Leão wrote:

    É preciso sim! É preciso, entre outras, divulgar isto para os parlamentares e a imprensa. Eles provavelmente vão aguardar os fim do período eleitoral para voltar a acelerar este PL.

    Este grupos desejam dividir ao máximo o povo brasileiro, não “só” entre pretos e brancos: eles desejam ver os brancos divididos em italianos, pomeranos, alemães, portugueses, etc.

    Friday, August 13, 2010 at 18:52 | Permalink
  146. Leão wrote:

    Sou de Manaus, mas é a primeira vez que ouvi falar desta organização União Nacionalista Democrática (UND).

    Pelo que eu saiba, a legislação brasileira só admite pena de morte se o país estiver em guerra.

    Saturday, August 14, 2010 at 00:11 | Permalink
  147. Leão wrote:

    Procuramos a comunidade para ver se ela ainda se encontrava no Orkut e não a encontramos mais. Ótimo. Não sabemos se a própria responsável a deletou, se o MP agiu ou se o Orkut tomou a iniciativa, mas é bem pouco provável que não seja resultado da publicação da denúncia feita pelo jornal. Parabéns a ele e ao repórter.

    Sunday, August 15, 2010 at 18:11 | Permalink
  148. Pedro wrote:

    Sugiro que apague essa matéria ou se prepare pra ser acionado judicialmente por calunia e difamação.

    Monday, August 16, 2010 at 06:47 | Permalink
  149. Leão wrote:

    Sr. Pedro,
    Poderia citar onde está a suposta calúnia e a difamação na matéria acima – e contra quem, se contra o site ou contra o deputado autor do projeto – a fim de que possamos entender sua sugestão e atendê-la caso ela se mostre procedente.

    Monday, August 16, 2010 at 14:45 | Permalink
  150. katarina wrote:

    é bom demais

    Wednesday, August 18, 2010 at 14:19 | Permalink
  151. Marina wrote:

    Infelizmente o racismo e a xenofobia tentem a crescer no Brasil por conta das ações pró-negritude. Os brancos que se sentirem ofenditos vão migrar cada vez mais para esse tipo de grupos. E para piorar a situação esses neo-nazistas são separatistas. O que ocorreu com o mito das três raças? Ele, pelo menos garantia um país unido. U_U

    Thursday, August 19, 2010 at 15:37 | Permalink
  152. Leão wrote:

    Leis que beneficiam brancos e indígenas constam na Constituição Federal. A diferença é que as leis que beneficiam brancos não contêm a expressão “brancos”, mas aparecem como beneficiando portugueses e descendentes de imigrantes.

    O que há de pior neste projeto é a territorialização, a divisão espacial do povo. É aparentado coma as “desintrusões” que ocorrem em áreas indígenas e neoquilombos. Todas estas medidas são prejudiciais à mestiçagem nacional.

    Friday, August 20, 2010 at 18:15 | Permalink
  153. Leão wrote:

    E garante. Por isto é importante valorizar o simbolismo do encontro e mestiçagem entre nativos, portugueses e africanos. Infelizmente, além e antes desta política ‘pró-negritude’ e anti-mestiça, na Emenda Constitucional de Revisão nº3 (ECR-3), pouco conhecida e pouco lembrada, foi introduzido diferenças de direitos entre brasileiros segundo a origem. A ECR-3 beneficia principalmente brancos. Para revogar estes direitos diferenciados para ‘índios’, ‘negros’ e ‘brancos’ será preciso agora muito esforço político e defender a mestiçagem como característica fundamental da identidade nacional.

    Friday, August 20, 2010 at 18:26 | Permalink
  154. Leão wrote:

    Bom demais para quem coloca seus interesses pessoais, de sua etnia de origem ou sua ‘raça’ acima da unidade nacional.

    Friday, August 20, 2010 at 18:30 | Permalink
  155. Wolfgang wrote:

    Eu não sei o que vocês querem, quilombos também eram feitos para proteger uma identidade, não sei se vocês sabem mas tem muita gente no Sul que não quer ficar se incomodando com imigrantes vindos do norte, nordeste e sudeste, apenas causando pobreza aqui nas nossas cidades com o exôdo esmagador. Não é problema de vocês, com certeza vocês nunca iriam a uma dessas comunidades asiáticas e européias, nós ESCOLHEMOS o que queremos, se nós temos direitos de ficar com quem queremos, FICAREMOS.
    Vocês que querem continuar a sua miscigenação, ótimo, nós não. Negros tem direito a cotas, índios tem direito a espaços reservados então como vocês dizem, queremos nosso “Espaço Vital” como somos todos nazistas.

    Sunday, August 22, 2010 at 13:41 | Permalink
  156. Leão wrote:

    Você realmente não sabe o que “nós queremos”. Não defendemos isolamento de quilombos (ou melhor, neoquilombos, pois os antigos quilombos já não mais existem, apenas algumas poucas comunidades de descendentes deles e eram abertos, não visavam proteger “uma identidade”, pois eram multiétnicos, multiraciais e neles havia mestiçagem) nem perenização de isolamento de territórios indígenas. Somos contra apartheid entre brasileiros. Quem gosta de isolamento racial e étnico é racista; nós gostamos de mistura e defendemos a miscigenação e a mestiçagem espontâneas. Para nós o território brasileiro pertence a todos os brasileiros e eles têm o direito de não serem expulsos de qualquer área do território nacional por motivos de raça, etnia, origem, etc.

    Como a Nação brasileira possui identidade mestiça, quem é contra a mestiçagem é contra a Nação brasileira; é um racista traidor da Pátria que deseja a divisão do povo.

    Se alguém deseja unir-se com alguém de sua raça ou origem étnica é questão pessoal, “tem direito de ficar com quem quiser”; mas se alguém prega isto para outros, está incentivando a divisão nacional, está dizendo que determinado brasileiro(a) não é bom(oa) o suficiente para habitar com outro(a) brasileiro(a); está indo contra a identidade brasileira e promovendo a mestiçofobia.

    Se uma população migra para outra região por motivos econômicos e socias, é direito dela procurar a sua melhoria no país dela: o Sul e Sudeste e todas as regiões do país são propriedade de todos os brasileiros e, lembre-se, o território brasileiro foi conquistado por indígenas, brancos, mestiços e pretos.

    Sunday, August 22, 2010 at 17:57 | Permalink
  157. tchiwa wrote:

    Náo acho ruim isso , no brasil em nome da democracia er da mistura ficamos mais pobre.e acabou com varios povos da americas. voce que defende essa igual dade mentirosa, precisa conhecer seu pais chamado brasil. quantas corrupacao , quantas coisas erradas que todo mundo aceita. poxa, quantas terras roubadas dos indios.quantos morreram defendendo suas terras. estas terras que eles revindicam nao foram tomada de ninguem apenas estao tomando de volta oque eram dos seus ancestrais.todos precisam refletir e conhecer um pouco da historias dos povos indigenas.

    Wednesday, September 1, 2010 at 08:43 | Permalink
  158. tchiwa wrote:

    ABIN NEM SABE SE CALCINHA DA MULHER DELES FORAM TIRADAS PELOS OUTROS.IMAGINA SE ASABE OQUE ACONTECE LONGE DOS ESCRITORIOS, ELES IVENTAM TANTAS COISAS PARA DIZER QUE SOMOS TRAIDORES. TRAIR EM QUE. SE ANTRES DOS IVASORES BRASIL SEMPRE FOI NOSSO APENAS ELES QUE TOMARAM DA GENTE. VAI TOMAR BANHO SEU PORRCARIAS. SAFADOS, LADROES.

    Wednesday, September 1, 2010 at 08:55 | Permalink
  159. Leão wrote:

    Eles quem, parente? A população brasileira é formada em sua maioria por mestiços descendentes de indígenas, ou seja, também somos nativos. Não tomamos terra de ninguém: quando Cabral chegou ao que hoje é o Brasil nossos ancestrais (e dos indígenas) já habitavam este país. A maioria dos brasileiros não é “homem branco”.

    Thursday, September 2, 2010 at 00:19 | Permalink
  160. Leão wrote:

    Tchiwa,
    E o que dizer dos autodeclarados ‘índios’ que também descendem de brancos? Eles também merecem território exclusivo ou só os ‘indios de raça pura’?

    Thursday, September 2, 2010 at 10:43 | Permalink
  161. Silva wrote:

    Por isso que o Brasil vai continuar sendo miserável, medíocre e que merecia ser mesmo explodido no sentido literal da palavra, como deu até a entender o Sylvester Stallone. Por causa de ideias separatistas e racistas baseadas em uma superioridade que não existe de determinados grupos, deixamos de ter orgulho de sermos brasileiros (tem muita gente talentosa neste país até mais que gringos fedorentos que roubam os nossos recursos naturais) e queremos ser “europeus de m”. Vem estrangeiro de tudo quanto é buraco e faz o quer aqui e o que desejam com a gente, inclusive com aqueles que se dizem do Velho Mundo. Quando estão lá, não passam de brasileiros pobres famintos em busca de emprego.
    Caiam na real. Esse deputado deveria ser cassado por atentar contra a democracia social no Brasil.

    Wednesday, September 8, 2010 at 21:16 | Permalink

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