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O paredão anticonservador – Leão Alves

Conservadores no paredão
Mauro Iasi, candidato à presidência da República pelo Partico Comunista Brasileiro (PCB) na última eleição, tem um fuzil na boca e suas idéias disparadas no 2º congresso da CSP Conlutas servem como amostras perfeitas do calibre do anticonservadorismo comunista.
O congresso ocorreu de 4 a 7 de junho deste ano, em Sumaré (SP), mas o vídeo com o pronunciamento do líder comunista parece que se espalhou pela Internet somente a partir deste mês.
CSP é a sigla de Central Sindical e Popular. Segundo o site da organização, no dia 4 Mauro Iasi participou de uma plenária para a qual também foram convidados Luciana Genro, do PSOL, e de Zé Maria, do PSTU. Mauro Iasi e Zé Maria foram fundadores do PT e Luciana Genro também foi uma destacada liderança do Partido dos Trabalhadores até ser expulsa – não sem grande esforço em pemanecer na sigla.
O vídeo registra o final do pronunciamento do líder comunista:
“E é assim que nós enfrentaremos os conservadores, é assim que nós vamos enfrentar os conservadores: radicalizando a luta de classes. Mas qual vai ser nosso diálogo com este setor, o setor conservador? Vejam, o setor conservador é perigoso porque lança suas garras na consciência da classe trabalhadora. É nela que nós temos que nos defender contra essa ofensiva conservadora e não no diálogo com eles. E eu espero contribuir com isso que o Gramsci chamava de intransigência. Um pequeno poeminha final do Brecht, do Bertolt Brecht, que dizia numa situação aonde alguém da direita ao ser flagrado no seu trabalho miserável de fazer o jogo da direita pelos trabalhadores, tentava argumentar com os trabalhadores que no fundo ele tinha posições de direita mas ele era uma pessoa boa, era uma pessoa que tinha idéias próprias, que não se vendeu, que tinha convicções, que era uma pessoa sábia. E o Brecht, então, responde nesse poema o seguinte: ‘É verdade, você é uma pessoa boa porque tem convicções. Mas quais são essas suas convicções? Você disse que é sábio, mas a quem serve a sua sabedoria e contra quem ela é usada? Você disse que tem amigos, mas você tem amigos entre as pessoas que são boas, ou entre os adversários? Você disse que não pode ser comprado, mas o rio que arrasa tudo numa inundação ou um raio que fulmina uma casa também não pode ser comprado. Nós sabemos que você é nosso inimigo, mas considerando que você como afirma é uma boa pessoa, nós estamos dispostos a oferecer a você o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda com uma boa bala e vamos oferecer depois de uma boa pá uma boa cova’. Com a direita e o conservadorismo nenhum diálogo. Luta!”
O PCB é membro do Foro de São Paulo, a organização criada por Lula e Fidel Castro para coordenar os partidos de esquerda da América Latina.
A ditadura cubana tem grande know-how em mandar conservadores e direitista para o paredão. Discursando na ONU, em dezembro de 1964, o argentino Che Guevara não teve o menor constrangimento em assumir as execuções de nacionais cubanos pelo governo comunista:
“Fuzilamentos? Sim, fuzilamos. Fuzilamos e vamos continuar fuzilando, caso seja necessário. Nossa luta é a uma luta até a morte”.
Esse discurso foi seguido por uma acusação de violência contra governo da Venezuela da época e, como de praxe, contra os EUA – isto bem antes de Maduro e Obama estarem no governo, é claro.
“O livro negro do comunismo”, um clássico de autoria de diversos pesquisadores sobre os massacres comunistas na história, registra:
“Desde 1959, mais de cem mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes abertas. Entre 15.000 e 17.000 pessoas foram fuziladas.”
Só para fazer uma comparação, o comunismo tomou o poder em Cuba em 1959. A população desse país no último censo realizado antes, o de 1953, era de pouco mais de 5,8 milhões de pessoas. Por volta de 1997, quando foi publicado o livro, a população do país era de pouco menos de 11 milhões. Em 1959, o Brasil possuía cerca de 70 milhões de habitantes e no ano 2000 era cerca de 169,5 milhões. Fazendo um cálculo o mais “condescendente” possível com o comunismo, para uma população de 11 milhões de cubanos teria havido um fuzilado para cada 733 habitantes. Considerando uma população brasileira de 169 milhões de pessoas, proporcionalmente haveria mais de 230.000 fuzilados se a catástrofe tivesse ocorrido aqui e com a mesma dimensão. Um massacre para Brecht nenhum botar defeito.
A denominada “Comissão da Verdade”, instalada pela petista Dilma Rousseff – que dispensa apresentação – computou 434 mortos e desaparecidos  “no período entre 1946 e 1988”, que inclui o regime militar, instalado no Brasil em 1964 poucos meses antes do citado discurso de Che Guevara na ONU.
Embora a hipocrisia, que faz parte de toda demagogia, seja candidamente aceita por uma ideologia sem limites morais que não a própria vitória do comunismo, ocorre antes uma questão de valoração. No comunismo, toda violência pela causa, por mais extrema que seja, é aceitável e qualquer qualidade pessoal do adversário é desprezível simplesmente por este ser não ser comunista; os comunistas são bons e inocentes sempre, os conservadores, direitistas, cristãos e assemelhados são maus e culpados em qualquer hipótese.
Vai mais além: este atropelamento de qualquer limite ético sequer pára diante dos seus próprios companheiros comunistas. Dolores Ibárruri, a Pasionaria, dirigente do Partido Comunista da Espanha que lutou contra os nacionalistas na Guerra Civil Espanhola, resumiu o pragmatismo canibal: “Mais vale condenar cem inocentes do que absolver um só culpado.”
Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

mauro

Mauro Iasi, candidato a presidente da República pelo Partico Comunista Brasileiro (PCB) em 2014, tem um fuzil na boca e suas idéias disparadas no 2º congresso da CSP Conlutas servem como amostras perfeitas do calibre do anticonservadorismo comunista.

O congresso ocorreu de 4 a 7 de junho deste ano, em Sumaré (SP), mas o vídeo com o pronunciamento do líder comunista parece que se espalhou pela Internet somente a partir deste mês.

CSP é a sigla de Central Sindical e Popular. Segundo o site da organização, no dia 4 Mauro Iasi, participou de uma plenária para a qual também foram convidados Luciana Genro, do PSOL, e Zé Maria, do PSTU. As legendas não se diferem nas agendas: censura, entreguismo, anticristianismo, Desmestiçagem, segregacionismo, abortismo… Mauro Iasi e Zé Maria foram fundadores do PT e Luciana Genro também foi uma destacada liderança do Partido dos Trabalhadores até ser expulsa – não sem grande esforço em permanecer na sigla.

O vídeo registra o final do pronunciamento do líder comunista que é também professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro:

“E é assim que nós enfrentaremos os conservadores, é assim que nós vamos enfrentar os conservadores: radicalizando a luta de classes. Mas qual vai ser nosso diálogo com este setor, o setor conservador? Vejam, o setor conservador é perigoso porque lança suas garras na consciência da classe trabalhadora. É nela que nós temos que nos defender contra essa ofensiva conservadora e não no diálogo com eles. E eu espero contribuir com isso que o Gramsci chamava de intransigência. Um pequeno poeminha final do Brecht, do Bertolt Brecht, que dizia numa situação aonde alguém da direita ao ser flagrado no seu trabalho miserável de fazer o jogo da direita pelos trabalhadores, tentava argumentar com os trabalhadores que no fundo ele tinha posições de direita mas ele era uma pessoa boa, era uma pessoa que tinha idéias próprias, que não se vendeu, que tinha convicções, que era uma pessoa sábia. E o Brecht, então, responde nesse poema o seguinte: ‘É verdade, você é uma pessoa boa porque tem convicções. Mas quais são essas suas convicções? Você disse que é sábio, mas a quem serve a sua sabedoria e contra quem ela é usada? Você disse que tem amigos, mas você tem amigos entre as pessoas que são boas, ou entre os adversários? Você disse que não pode ser comprado, mas o rio que arrasa tudo numa inundação ou um raio que fulmina uma casa também não pode ser comprado. Nós sabemos que você é nosso inimigo, mas considerando que você como afirma é uma boa pessoa, nós estamos dispostos a oferecer a você o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda com uma boa bala e vamos oferecer depois de uma boa pá uma boa cova’. Com a direita e o conservadorismo nenhum diálogo. Luta!”

O PCB é membro do Foro de São Paulo, a organização criada por Lula e Fidel Castro para coordenar os partidos de esquerda da América Latina.

A ditadura cubana tem grande know-how em mandar conservadores e direitistas para o paredão. Discursando na ONU, em dezembro de 1964, o argentino Che Guevara não teve o menor constrangimento em assumir as execuções de nacionais cubanos pelo governo comunista:

“Fuzilamentos? Sim, fuzilamos. Fuzilamos e vamos continuar fuzilando, caso seja necessário. Nossa luta é a uma luta até a morte”.

Esse discurso foi seguido por uma acusação de violência contra o governo da Venezuela da época e, como de praxe, contra os EUA – isto bem antes de Maduro e Obama estarem no governo, é claro.

“O livro negro do comunismo”, um clássico de autoria de diversos pesquisadores sobre os massacres comunistas na história, registra:

“Desde 1959, mais de cem mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes abertas. Entre 15.000 e 17.000 pessoas foram fuziladas.”

Só para fazer uma comparação, o comunismo tomou o poder em Cuba em 1959. A população desse país no último censo realizado antes, o de 1953, era de pouco mais de 5,8 milhões de pessoas. Por volta de 1997, quando foi publicado o livro, a população do país era de pouco menos de 11 milhões. Em 1959, o Brasil possuía cerca de 70 milhões de habitantes e no ano 2000 era cerca de 169,5 milhões. Fazendo um cálculo o mais “condescendente” possível com o comunismo, para uma população de 11 milhões de cubanos teria havido um fuzilado para cada 733 habitantes. Considerando uma população brasileira de 169 milhões de pessoas, proporcionalmente haveria mais de 230.000 fuzilados se a catástrofe tivesse ocorrido aqui e com a mesma dimensão. Um massacre para Brecht nenhum botar defeito.

A denominada “Comissão da Verdade”, instalada pela petista Dilma Rousseff – que dispensa apresentação – computou 434 mortos e desaparecidos políticos  “no período entre 1946 e 1988”. Neste espaço de tempo houve os “justiçamentos”, a eliminação de comunistas por comunistas, e também o regime militar, instalado no Brasil em 1964 poucos meses antes do citado discurso de Che Guevara na ONU.

Embora a hipocrisia, que faz parte de toda demagogia, seja candidamente aceita por uma ideologia sem limites morais que não a própria vitória do comunismo, ocorre antes uma questão de valoração. No comunismo, toda violência pela causa, por mais extrema que seja, é aceitável e qualquer qualidade pessoal do adversário é desprezível simplesmente por este ser não ser comunista; os comunistas são bons e inocentes sempre, os conservadores, direitistas, cristãos e assemelhados são maus e culpados em qualquer hipótese.

Vai mais além: este atropelamento de qualquer limite ético sequer pára diante dos seus próprios companheiros comunistas. Dolores Ibárruri, a Pasionaria, dirigente do Partido Comunista da Espanha que lutou contra os nacionalistas na Guerra Civil Espanhola, resumiu o pragmatismo canibal: “Mais vale condenar cem inocentes do que absolver um só culpado.”

Leão Alves é médico e ex-presidente do Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

Este e outros artigos no Portal do Zacarias, 18/10/2015.

Posted in Artigos, Comunismo, Leão Alves, Português.

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