Skip to content


João Pedro pretende criar novos bantustões indigenistas

Pouco mais de duas semanas apos após assumir o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), João Pedro Gonçalves da Costa disse hoje (3) que sua gestão será marcada por demarcação de terras indígenas e abertura ampla de diálogos, com a participação dos povos indígenas nas decisões que envolvem território e desenvolvimento, principal motivo de conflitos que violam direitos indígenas.
“Não vou passar pela Funai como um presidente que não demarcou terras. Nós precisamos conversar com o núcleo mais duro do governo e com o Congresso Nacional. Eu vou até a Câmara [dos Deputados] conversar com as bancadas que apoiam os povos indígenas e com as bases do governo para abrir um diálogo sobre os retrocessos”, disse João Pedro, em entrevista ao programa Amazônia Brasileira, das rádios da Empresa Brasil de Comunicação.

O presidente da FUNAI e ex-senador do PT-AM, João Pedro, prometeu criar novos bantustões indigenistas durante sua gestão. Só no AM mais de um terço do território do Estado está ocupado por bantustões, com a limpeza étnica do povo mestiço e caboclo.

Empossado no dia 17 de junho no cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), o ex-senador pelo PT do AM, João Pedro, disse em entrevista à EBC que sua gestão será marcada por “demarcação de terras indígenas” e “abertura ampla de diálogos, com a participação dos povos indígenas” nas decisões que envolvem território e desenvolvimento.

Mais de um terço do território do Estado do Amazonas é ocupado por bantustões indigenistas, dos quais foram expulsos o povo mestiço e caboclo do Estado, contrariando a Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial, da qual o Brasil e a maioria dos países das Nações Unidas são signatários, e que condena a segregação racial e o apartheid e na qual o Brasil se compromete a proibir e a eliminar nos territórios sob sua jurisdição todas as práticas dessa natureza.

“Não vou passar pela Funai como um presidente que não demarcou terras. Nós precisamos conversar com o núcleo mais duro do governo e com o Congresso Nacional. Eu vou até a Câmara [dos Deputados] conversar com as bancadas que apoiam os povos indígenas e com as bases do governo para abrir um diálogo sobre os retrocessos”, disse João Pedro, em entrevista ao programa Amazônia Brasileira, das rádios da Empresa Brasil de Comunicação.

Posted in Apartheid no Brasil, Levistraussismo, Português, Racismo petista, Verwoerdismo | Indigenismo.